03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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Eles dizem pra eu consumir

22/03/2019 Gritos do Nada

Eles dizem pra eu consumir
Logo eles que me consomem

Eles que pagam com grana
Aquilo que não se recupera

Dizem que a grana compra a satisfação
De ter algo feito com o tempo de alguém

Eles dizem pra eu consumir
Logo eu que queria só viver

Mas a grana paga o tempo que perdi?
Compro sorrisos de plástico na prateleira?

É tudo comércio e comercial
Vivem eles vampiros do meu tempo

É vida essa vida automática?
Do horário, do salário e do aceitar?

Eles dizem que é pra eu consumir
Logo eles que me deixam apenas existir

Finge aí um sorriso e fica bonito na foto
Você morre e sobra seu sorriso sem graça

Disseram que o tempo não tem preço
Que viver é um valor inestimável

Mas é por hora que eu recebo e lamento
Pois vendo barato cada minuto que me falta

É… Eles dizem que é pra eu acreditar
Vem no comercial que é só querer

Fico olhando a moça negra favelada
3 horas pra ir 3 pra voltar no busão

Pouco estudo muito trampo
Pouco salário muito tranco

Me responde aí que eu me perdi
Será que ela quis ser miserável então?

Eles dizem que é pra eu consumir
Posso estar ficando bobo, sei não

Mas o dinheiro que eles pagam
Pela vida que desperdiço

Eles querem de volta
Pra reiniciar esse ciclo…

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Todo final é feliz! (?)

31/01/2019 Gritos do Nada

Todo final é feliz
Porque o fim acaba com tudo

Eu sempre quis
Vencer esse mundo

Mas quem é feliz?
Sendo ignorado ou mudo

Quem é que quis?
Salvar-se no fim de tudo

Não há respostas
Corretas ou erradas

Não quero saber
Das coisas passadas

Me diz pra viver
Esperando por nada

Mas como saber
A hora da guinada

Perdi a esperança
Numa curva errada

Chorei como criança
A bebida derramada

Deseja a plebe mansa
Quem operada a jogada

Mas a revolta avança
Sobre a morte anunciada

Onde mora a beleza
Se aqui não nasce nada

Quem pediu por certeza
Perdeu-se pela estrada

Quem tem destreza
Mantem a chama apagada

Se diz da realeza
Os donos dessa barca furada

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São Paulo habita em mim

25/01/2019 Sonhos Viciados

Eu sou todo saudade,
Entre a São João e avenida liberdade.

Eu sou todo um corpo violado,
Um bar esquecido no altar suspenso das suas coxas.

Eu sou todo pixo,
Pura violência nos muros da sua intimidade.

Eu sou todo abandono,
Adormecido na fileira mais suja do cine Arouche.

Eu sou todo saudade, afogado no barril de corote do meu Vicente vizinho.

Eu sou todo insônia,
Cortando olhares suspeitos na rua Aurora as seis da tarde.

Eu sou todo narcótico, fila no banco, anestesiado pelo vai e vem faminto de suas ruidosas e infinitas janelas.

Sala de espera e enchente. Tudo isso no mesmo abraço.

São Paula habita em mim

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Recordar é viver

11/10/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Embarquei num ônibus qualquer

Embarquei num ônibus qualquer, não me importa o destino, itinerário, horóscopo, como anda minha sorte e nem se a viagem será longa ou curta. Tenho um único pedido, que não seja circular. Ninguém quer voltar pro mesmo ponto. Eu também não. Hoje não terá atrasos, chamadas telefônicas, nem e-mails respondidos. Embarquei num ônibus sem saber […]

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04/07/2013 Gritos do Nada

Tecno-existência III – Um Manifesto Desesperançoso

Vou escrever pelos nerds e sua solidão, que é acompanhada por esses milhares de aplicativos… E também pelas jovenzinhas com pernas bonitas e bocas nervosas, que são apenas mocinhas sozinhas, com uma Smirnoff numa mão e o celular na outra… Escrevo por essa solidão dos 500 rostinhos no Face, na centena de seguidores no Twitter […]

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21/02/2014 Gritos do Nada

Um senhor morreu na rua do lado

Quase meio dia, o sol quase nos mata Um tiro e uma corrida, um roubo de 7 reais … um senhor morreu baleado na rua do lado Não se sabe se foi vingança, a polícia certa com fitas o local Cobrem com jornais o sangue que corre grosso pra sarjeta Porque um senhor morreu baleado […]

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03/09/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Poema quadrilátero

Penso no movimento dos teus quadris, No nosso quarto de paredes brancas. Aprendi a linguagem do teu ventre. Revesti o quarto com paredes anti-ruído. Já passo maioria dos dias sóbrio, Leio kierkegaard e freqüento clubes que passam Godard as 17 horas no sábado. Bebo cervejas importadas e belisco banderillas ao som de um free jazz […]

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20/10/2016 Gritos do Nada
Poliana está nua, quase nua, ainda jaz sobre seu pau uma camisinha. Ela ri "tudo a mostra, menos o sexo, parece com a vida desse senhor que comi".

Poliana e a última noite de festa

17/12/2011 Coletivo

Coletivo Um Cinco – Fiat Lux

A criação começa a dominar o criador e há poucas coisas que podem ser feitas. O belo rosto antes delicado agora tem traços da insanidade da criatura que por lá habita. Arrancar essa fantasia difícil o é os moldes foram o bastante para marcar pra sempre essa alma. Tinha um jeito tão meigo de falar […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: