Alegria, alegria

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Caminhando na cidade sem espelhos Sem vitrines, sem ofertas, sem sinais. Só lembranças de beijos, tardes de sossego, vida certinha querendo ser rock’n’roll. Cantando na cidade de crianças sem olhos, escrevendo nas camisetas desespero. Não é filme de horror. A cavalaria aponta a espada pra garganta das senhoras de olhos negros. Olho fosco, nenhum brilho… Read more »

Domingos passos

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Trocando olhares clandestinos, Mirei a história de um homem, Sem verde, nem amarelo, Levando a vida com um punhado de abandono e navalhas pra cortar a fome entre almoço e janta.

Expatriado

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Nunca gostei de brincadeiras de crianças, nem das maldades que elas gostavam. Igual a minha mãe, eu nunca fui daqui, falamos errado, escrevemos torto. Expatriados.

Piazzas IV

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Velhos terroristas descansam nas labaredas dos meus olhos. Meninos decrépitos mutilam minha língua em pedaços de noite e sombra. Canto doces canções para o vento assassino de sonos e colchões improvisados. Enquanto manchetes compradas corrompem a alegria de nossas festas de orgia e espuma. Sem sessão no cineminha putaria do arouche Calígula sente a solidão… Read more »

Hoje

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Quero vestir a loucura e as roupas dos mendigos e ainda ser invisível. Jogar dominó num boteco qualquer, aproveitar um churrasco num puteiro de luzes azuis. Quero o emprego de carregar cimento ou um ofício daqueles que os clientes nem olham na sua cara. E no fim do dia deslizar no sofá, ver as notícias,… Read more »

Mergulho nos teus muros vigiados

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Tenho uma doce lembrança do seu suor no fim da noite. Sua fragrância de vodca e alguma flor sem espinhos. Seus perigos, seus segredos, seus muros com arames farpados. Um acorde, só mais um, tua roupa deliciosamente escolhida da sinais de derrota, seu ultimo shot de tequila, seu batom meio borrado. Me equilibro nessa música… Read more »

Piazzas III

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Velhas estendem roupas nos varais do meu imaginário. Ouço o badalar de relógios invisíveis. Mendigos descansam na insignificância do meu sexo. Uma luz fúcsia se acende no meu cérebro. Crianças revoltadas escondem facas e sortilégios. Colunas sustentam meus testículos nas arenas da indiferença.