A vida feita em pequenos desperdícios

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Joguei um jornal no lixo, jornal do dia. Todas as urgências e futilidades na lata suja de um terminal de ônibus sujo e feio. Um maço de aflições cotidianas, repleto de palavras soltas, propagandas, ofertas. Devia ter ficado com os classificados. Deixei um amor em casa. Tenho um amigo que sempre reclama que está sozinho…. Read more »

Ela ainda guarda um porta-retrato.

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Guarujá

Faz um ano. E ela ainda guarda um porta-retrato. Do garoto que ela um dia tanto amou. Um registro do tempo que ele ainda sorria para suas piadas e se apaixonava pelo seu ventre arrebatador. Para os curiosos ela diz que é seu primo que mora longe. Para sua consciência são os olhos apaixonados registrados… Read more »

Embarquei num ônibus qualquer

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Embarquei num ônibus qualquer, não me importa o destino, itinerário, horóscopo, como anda minha sorte e nem se a viagem será longa ou curta. Tenho um único pedido, que não seja circular. Ninguém quer voltar pro mesmo ponto. Eu também não. Hoje não terá atrasos, chamadas telefônicas, nem e-mails respondidos. Embarquei num ônibus sem saber… Read more »

Relaxante muscular para amores alucinados

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Bocas, ossos e hormônios. A química primeira que as crianças descobrem cada vez mais cedo. Dentes, secreção, cuspe e cantos para aprisionar fome e desejos. Newton na prática. A mecânica do fluídos. Shakespeare se dedicou em escrever romances e a gente em errar no roteiro da novela que se repete todo dia. Fugir da solidão,… Read more »

Descanso num ponto vagaroso da tarde

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Descanso num ponto vagaroso da tarde. Que Gregor Samsa aparece discreto na janela com vergonha demais para sair. Que as moças deslizam com seus contos eróticos escondidos nas bolsas e os garotos, espertos demais, não vêem uma chance para dar o dia como ganho. Descanso num ponto longe dos gélidos concretos que abraçam nossa rotina… Read more »