Coletivo Zero Dois

22/08/2009 Coletivo - Colunas

E eles pegam seu dinheiro irmão
Ok. Pode chamar de “Aluguel de Deus”
Gritam seu cântico com paixão
Te vendem um amor que já é seu…

É só mais festa,
porém menos pão.
Mais controle, uma ilusão milenar

Que não vai mudar a cada nascer de dia.
E ele desmaia antes da aurora chegar
Um tempo de mágoa a tempestade atesta
Não sabe se descansará o sono do justo…

Mas estará ali, junto no primeiro badalar.

A rotina, os vícios,
todas as maldades permitidas.

Singrando neste mar de iniquidades
Onde demônios teriam medo de andar
Sorri sorrisos disfarçados,
Deseja sangue pra derramar

E numa tentativa de vingança,
se renderá aos seus pensamentos perversos.
Aos que são proibidos pela convenção.

E correrá a noite toda
Atrás de algo que te refrigera a ação
Covarde, ele esconde o que quer
Corre pra casa Dele, em busa de perdão

A carne exala todos os instintos.
Bote a roupa e disfarce.
Só cante um canto mais sorridente.

Essas migalhas de lágrimas pelo chão
Com gravatas e camisas suadas a gritar
Seguram com força o Livro na mão…

Grite por vitória,
mas não esqueça de “ajudar”.
Quem luta com você.

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: