Coletivo Dois Três – O ônibus e os caminhos sem volta

16/01/2014 Coletivo

Estico o braço e o ônibus para.
Embarco no opaco viver do ônibus vazio,

Percebo que deveria ter te olhado mais
Pois não guardei como queria

Todos os seus tracos, palavras e birras
Me despedi como quem ia ver no outro dia

Com um mero tchau, tao banal
sem dizer o quanto me importava

Mas hoje o céu é de uma cor indefinível.
Incrível esse céu que assisto da janela.

Perco minha atenção pensando nela…
nela e em todo o meu tempo perdido…

Não gritei seu nome quando te vi
Não não preenchi de lágrimas o vazio dos meus olhos

Mas o ônibus, impassível, prossegue por ruas agitadas
E eu sei que agora você não esta mais a minha vista

E passeia com sorrisos só aqui dentro de mim
Você se foi… sera que também devo ir em frente?

Pisando no que você foi para mim?
Não, eu não to preparado

Ainda preciso chegar em casa
E fingir que no próximo ônibus você chega.

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: