Coletivo Um Dois – Versos para serem sussurados no descanso dos inimigos

01/10/2011 Coletivo

Estilhaços de sua carne,
ficam de brinde no meu tapete.
Saqueadores invadem o hall da minha segurança
e pederastas avançam como hienas na carniça.

Radicais esperam a terra prometida,
virgens seduzem velhos com o cheiro.
Não dito as regras – só conto moedas.
Vígio a nulidade das últimas madrugadas.

Aproveitadores sorriem para o sangue
O meu e o seu misturados no chão
Entre as botas e as patas sujas
Dos soldados e dos seus cães

Miro a rua deserta e o silêncio
O escuro da noite parece um bom lugar
Desisto de me salvar e vivo o momento
Sorrio pras facas que insistem em cortar

As mulheres se cansam, solitárias, esperando heróis
Enquanto homens saem felizes e mais pobres do puteiro
Revolucionários apanham da policia em protestos
Enquanto seus líderes enchem os narizes de pó estrangeiro

Os punhos fechados e cortados
E seu rosto exala medo minha flor
A vida segue impura pelo sangue
E dou risada, fingindo não ter dor

Suas pernas me prendem o respirar
E sua flor digna se molha entre as pernas
No arfante molestar de seus gemidos
Desejo ser a só dor que tanto esperas

Destruição de sonhos à primeira porta
Na segunda já será um resto sem vida
Espere sentando por alguém que se importa
Com as falhas que nos levam às saídas

Sou um pouco de sal sem gosto
Um rosto de desgosto falso
Destruído pelo morno fosco
De ser, mas não ser mais  raro!

Vigilante com más companhias.
Aguardo no seu descanso,
me alimento da ideia
de romper as suas vistas

Um cara entre vielas cheias de gente e ônibus lotado. Que se perde em alguns bares e se põe a ver a velocidade dessa gente. E rir da estupidez dessa lógica.

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: