E brindaremos mais uma vez aos dias dourados. O verão dos nossos corações.

15/04/2013 Coletivo

Queria ter uma ode aos 20 anos… mas eles por si só são uma ode! Uma ode a vida, aos erros, as incertezas e a brusca, e as vezes imensurável, alegria de simplesmente viver…

Queria dizer que nada mudará, que continuará como és… Mas não, seria triste demais ver os anos passarem e não mudar como eles… O Verão da vida está acabando, logo logo perceberá as flores e a beleza da primavera… e saberá que as flores tem espinhos!

Pode me dizer que já sabe das tristezas, que conhece a dor… e isso é ótimo! Nada mais triste que um jovem que não pensa saber de tudo e não vive, petulante, com a certeza nas mãos!

São tantas as escolhas mergulhadas em inseguranças, tanta gente sedutora, tanta rua para ser vivida e pele para ser queimada. Não por menos os vinte e poucos são alvos de músicas e roteiros de amores loucos.

Rolar na areia da praia e ferir o coração mil vezes está permitido. Vale exagerar no trago, no beijo, em todo e qualquer vício. Vale ficar até mais tarde, dobrar os dias e inverter as noites. Corra, caia, levante, beba… corra mais um pouco, daí grite as suas verdades na cara dos infiéis e depois se arrependa de tudo… e volte a fazer de novo!
Aproveite enquanto é alguém do lado de fora de você que te manda parar, quando esse “alguém” estiver dentro de você será impossível ignorá-lo.

Se apaixonar e recuar, nadar sem roupa e se inibir no instante seguinte são praticas dessa gente. Gente de vinte e poucos, gente de excessos. Excesso de amigos, cheios de vontade de falar, de se soltar.
Vontades do amasso, do escurinho. Ai que medo de ficar sozinho!

Que esses anos sejam do exagero, pra cravar no peito uma saudade infindável. De sentir o cheiro da rua e querer voltar.

Um cara entre vielas cheias de gente e ônibus lotado. Que se perde em alguns bares e se põe a ver a velocidade dessa gente. E rir da estupidez dessa lógica.

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: