As ruas não gritam o que se GRITA nas telas

12/02/2014 Gritos do Nada

E a colonista das mil e uma noites esbraveja!
Contra bandidinhos defende justiceiros fora da lei

De um lado do muro se fala em direitos humanos
E alguém grita do outro lado: “Para humanos direitos”!

Ela fala o que pensa… e como pensa besteira!
Como comemorar o linchamento de uma pessoa?

“Ficou com dó? Leva pra casa!” eu só queria que ele fosse preso
Também não tenho amor por criminosos… linchamento é crime, sabia?

Quem pariu os black blocs? Todos apontam o dedo ao ventre alheio
Black blocs são filhos da alienação, da revolta sem sentido, do anti-partidarismo

Quebram as coisas, batem em jornalistas, brigam entre si…
Eles não tem direção e acabam atirando pra qualquer lado… [Pobre Santiago]

Os de hoje não são os de Junho. Não nos enganemos, é preciso protestar
De cara lavada, com sentido… sujeito aos riscos, revoltar-se é não ter medo.

Mas não esqueçamos dos Valérios e Delubios e Bolsonaros e Felicianos
Cada qual do seu jeito folclorizando nossa já combalida política

Engraçado que aqui todo mundo acusa o congresso! Vê sua sujeira!
E diz que ninguém os representa! E olha que são 513 deputados e 81 senadores…

Mas todos eles receberam voto, mas quem vota nega que votou
Como que os políticos simplesmente apareceram onde estão?

Porque sempre tem quem siga e quem acuse
Direita e esquerda todos cheios de falsa razão

Que faz com que deputados presos virem heróis pra quem tem cegueira ideológica
Com a mesma cegueira, o outro lado esquece que corrupção não é invenção petralha

É moda ser reaça? É moda chamar de coxinha? É moda ser hipócrita!!
Pois compartilha-se as opiniões dos outros, sem nunca formar a própria

E tem coragem pra todo canto, peitos inflados no mundo juvenil e virtual
Bravatas fortes, ameças e xingamentos em brigas no mundo digital

Então compartilham, curtem… todos imbuídos em mudar o país!
Pena que o que se discute lá no feice não muda o que rola lá fora

E lá fora não estamos mais nós, estão eles… Quem são eles? Nós?
Pobre do povo que não se reconhece como povo.

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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