Bolsa-Boato e a Realidade que não existe

21/05/2013 Gritos do Nada

Um boato transforma bancos públicos em alvo!
Enquanto a verdade do dia a dia é ignorada…
Problemas de verdade até deixam o povo calmo
Mas ele se levanta pela mentirinha engraçada

A Escola é uma incógnita solenemente ignorada
O presente e o futuro das crianças são perdidos
Mas a luta é contra o Funk ouvido na calçada
O fim de mais uma diversão pra esse povo sofrido

A sujeira deixa as ruas, pois expulsam os mendigos.
Escondem dos nossos olhos o produto do nosso atraso
São seres humanos, por mais que achemos “indignos”
E a eles reservamos umas moedas e total descaso

A violência assusta na fala brava do apresentador de TV
Que grita contra bandidos, trânsito, funk e não sei que mais
E todos querem lavar a nossa honra no sangue dos menores
Como se com essa mágica não fosse existir violência jamais

Pululam notícias sobre roubalheiras e mensalão…
Mas ninguém liga! Sobram aplausos efusivos pro fim da novela.
Quer seriedade? Então melhor desligar a televisão!
É impossível, sabemos…Nos rendemos sempre a ela…

Trocamos de canal e sabemos que o espetáculo somos nós
Ao mesmo tempo plateia e palhaços no picadeiro do Circo Brasil…
Mas não somos povo! Na real cada um de nós chama o povo por “vós”
Afinal quem quer se enxergar como alienado, como o elo frágil?

E lá vem a Copa, o 4G, o metrô, os aeroportos e os estádios que “amamos”
Não importa o preço! Já que a propaganda diz que seremos o país que se sonha
Destroem símbolos “maracanísticos” em troca de uma modernidade tacanha
Afinal o futuro é um Brasil não feito por brasileiros… Acho que é isso sonhamos.

No Jornal comemoram os estádios prontos, os políticos chutam bolas, sorriem
Na rua os buracos duram 1 ano, as crianças vendem balas e o trânsito é ruim
Na entrevista o ministro fala dos avanços, da mobilidade… Mas todos mentem!
Porque depois de 2014 nos continuaremos a ser Brasil, simples assim…

Na TV uma bunda enorme e redonda vende uma cerveja ruim…
E o craque do momento chuta bolas pra nos vender shampoo
Nesse circo absurdo que é a vida real, há uma só certeza pra mim
É que depois de contados todos os centavos, só nos tomamos no cu.

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas Postagens

22/03/2019 Gritos do Nada

Eles dizem pra eu consumir

Eles dizem pra eu consumirLogo eles que me consomem Eles que pagam com granaAquilo que não se recupera Dizem que a grana compra a satisfaçãoDe ter algo feito com o tempo de alguém Eles dizem pra eu consumirLogo eu que queria só viver Mas a grana paga o tempo que perdi?Compro sorrisos de plástico na […]

Leia mais…

03/02/2019 Gritos do Nada

Conversa Tóxica

Não estava ouvindo Não estava sentindo Só estava falando Só estava mentindo Não estava feliz Não, não era uma atriz Não estava querendo Ele estava por um triz […]

Leia mais…

31/01/2019 Gritos do Nada
Quem pediu por certeza Perdeu-se pela estrada

Todo final é feliz! (?)

28/01/2019 Gritos do Nada

BolsoPatriotismo Tosco

[…]

Leia mais…

25/01/2019 Sonhos Viciados

São Paulo habita em mim

Eu sou todo saudade,Entre a São João e avenida liberdade. Eu sou todo um corpo violado,Um bar esquecido no altar suspenso das suas coxas. Eu sou todo pixo,Pura violência nos muros da sua intimidade. Eu sou todo abandono,Adormecido na fileira mais suja do cine Arouche. Eu sou todo saudade, afogado no barril de corote do […]

Leia mais…

12/08/2018 Sonhos Viciados

O comício se acaba e só o mar é infinito

Palavras de ordem em um caminho que ninguém passa. O grito das Poesias sonhadas & nunca ditas. O comício se acaba e só o mar é infinito. A fome devasta as crianças de olhos pequenos e pés descalços. Brincamos num mundo inventado onde os pederastas nos vigiam & só o sol castiga. As mentiras postas […]

Leia mais…

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: