Breve Maldade

20/10/2009 Gritos do Nada

E então era quente… macio…
Quase posso dizer que adorava
Mas era calmo… fosco e sombrio
Algo que sumia, mas que não passava

E era tarde já, passava o seu tempo
E mesmo com a certeza brilhando…
Era algo corrido… um breve lamento

Mas era bom, e interminável…
Uma maldade que não machucava ninguém
E era eu de novo jovem, indomável!
No corpo dela era como se eu fosse outrem

Era meu nome que dizia
Entre gemidos, sussuros
E nos seus cabelos me perdia
Entre seus fios escuros…

Breve e interminável
Adorável e sombrio

E o prazer era a única verdade
Dentre as mentiras que sorri…

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: