Meus olhos chovem
Pelas palavras que não ouvi
As que queria e as que deveria

O silêncio penetra a sala
E sua neblina densa
Deixa o óbvio invisível

Que se perde
Entre justificativas
Desimportantes

A boca desértica
Procura na memória
O oásis do seu beijo

E sacio o cio nas memórias
Agora enegrecidas
Pelas palavras tóxicas

O diálogo é breve
E poluído
Cheio de silêncio sem sentido

E 1 metro de distância
Viram anos luz
De qualquer lugar

Um buraco negro
Sugou nossos suspiros
Deixou-nos então a bufar

Queria jogar fora
Essa mágoa pesada
E flutuar no seu seio

Atrair seu corpo celeste
Pra minha gravidade
E dançarmos no vácuo

Em nossas órbitas oblíquas
Juntar-se num abraço
Que nos aniquila e nos funde

Mas hoje sou aquele ruído
Um zumbido fraco e intermitente
Que só irrita e é errado

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Nenhum me representa
Só eu falo por mim
E o que se apresenta
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E de quase tudo que falei
Só do silêncio me arrependo
Pois as palavras que não usei
Tem quase tudo que entendo

E se você confia neles
Você os merece então
Minha raiva é contra eles
Os velhos donos da nação

Se você os quer defender
Que faça isso mesmo
Prefiro não me comprometer
E poder criticar a esmo

E cada um que não desafia
O poder de um coronel alado
E prefere, mansinho, a covardia
De xingar quem mora ao lado

É alguém que nem merece
O tempo de um insulto
Pois só de pensar me aborrece
O tanto que és inculto

Melhor perder meu tempo
Em outro livro, outra história
Me alimentar no vendo
De um futuro, enfim, de glória.

147

Domingo não é um bom dia pra conjecturar

Talvez não seja domingo o melhor dia de conjecturar
Ou talvez nunca seja

As mãos perdidas entre o fazer e o pensar
São pesadas ferramentas

A música lá fora me irrita e indigna
Seja o que for o que ouvem não é pra mim

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