Daffine!

29/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

Acho que ela me entende…
mesmo fria máquina de correr
As minhas vontades e frustração
Seu motor parece até compreender

E passam as horas, os dias,
E nos corremos entre os carros
Não, nem garoa e nem frio me param
Pois estar sobre ela é como um abraço

E o asfalto, que é caminho e fim
Onde escrevemos nossa história
é a testemunha do meu amor a ti

E de um amor bobo a velocidade
Que se manifesta no vento
Que toca meu rosto atrás da viseira
E me faz dono do espaço e do tempo

Eu te amo minha Daffine pequena
Que me leva e me carrega sem reclamar
Eu te amo minha moto sem problema
De um jeito que só a uma moto posso amar!

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: