Ninguém se mexe
Ninguém resiste
E fica tudo igual

Ninguém se mete
E só assiste
E a merda vira normal

A gente finge não peceber
Melhor olhar pra outro lugar
A esquecida escola se sujar
E futuros que vão morrer

Velhos babacas de cu de mão
Fingem do passado não participar
Eles que um dia pregaram em vão
Sobre um país que nunca vai mudar

Tá bem mais fácil de perceber
Que caminhamos pra nenhum lugar
Mas abro os olhos pro celular
E o resto pode se foder!

Quem é que vai ligar
Pro moleque tendo um ataque
Foda-se quem morrer nessa porra de crack

Não tem problema meu
Só tem problemas nossos
Se ainda não percebeu
Sua burrice chegou aos ossos!

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Só do silêncio me arrependo
Pois as palavras que não usei
Tem quase tudo que entendo

E se você confia neles
Você os merece então
Minha raiva é contra eles
Os velhos donos da nação

Se você os quer defender
Que faça isso mesmo
Prefiro não me comprometer
E poder criticar a esmo

E cada um que não desafia
O poder de um coronel alado
E prefere, mansinho, a covardia
De xingar quem mora ao lado

É alguém que nem merece
O tempo de um insulto
Pois só de pensar me aborrece
O tanto que és inculto

Melhor perder meu tempo
Em outro livro, outra história
Me alimentar no vendo
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Talvez não seja domingo o melhor dia de conjecturar
Ou talvez nunca seja

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São pesadas ferramentas

A música lá fora me irrita e indigna
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