Mundando

13/11/2013 Gritos do Nada

O rosto é quase igual e as mesmas roupas no varal
O sorriso? O sorriso é outro, menos aberto, mais lateral

O caminho não mudou, mas eu mudei nos caminhos
Compreendi que não se muda o fim sem mudar o meio

Mas compreendi errando, negando, indo e voltando.
A mudança é um germe, que nos derruba dançando

Como dança o tempo no meu pulso, no celular, na minha cara
E com o tempo “dançam” as coisas que não me fazem mais eu

Porque cada passo que dou é na direção do que serei
E cada passo que dei é pra longe do que fui um dia…

E não tenho mais expectativa com tudo que verei
Porque cheio de expectativas é o caminho que ruí.

Quando criança sonhei ser um adulto diferente, anormal
Adulto percebi que a coisa mais rara é alguém normal

E não, não mudei o mundo, como um dia imaginei mudar
Mas também não deixei que esse mundo me moldasse

E no fim, lá no espelho uma pessoa me sorri contente
Com tudo que quis ser, sou mais do que estava em mente!

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: