O Primeiro II

03/08/2013 Gritos do Nada

Primeiro é o mistério, dentre os primeiros olhares
Percebemos as meninas e sua distância e indiferença
Trocamos revistas, videos… contamos histórias…
Nada será suficiente, sabemos e não sabemos nada!

Começam então as mentiras, as lorotas
De viagens ao interior e a diversão com primas
Mentira ai não é maldade, nem leviandade
Mentimos loucamente para não sermos os últimos

Começam então as festinhas, os esquemas amadores
Conversamos com as amigas pra pedir
“Fala com fulana, vê se ela não tá afim de mim”
E desejamos loucamente aquilo que tanto tememos…

Começam as fofocas, de fontes confiáveis
Que nos contam que fulano beijou ciclana
A pressão aumenta, amigos riem dos BV’s
E o que tememos acontece: “Fulano, ela que beijar você.”

As bocas se encontram, mas era mais que isso…
De repente uma língua, um aperto, uma mão…
E não era mais o mesmo… nada que pudesse imaginar
Era o primeiro, e era como senão fosse nunca mais

Depois estufamos o peito, nós sentimos dono de tudo!
Mas não, viramos escravos do que acabamos de conhecer.
Porque primeiro beijo é confuso, línguas, gemidos e medos
Primeiro beijo é o fim! Só que travestido de começo!

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: