Papel Perdido (?)

16/10/2013 Gritos do Nada

Escrevi num papel meu nome e telefone
Dobrei 2 vezes e na mão eu deixei

Tomei outro gole, bati o copo como um homem!
A mirei pela pista e no seu encalço caminhei

As luzes piscavam em flash sem parar
E só então percebi meu andar vacilante

Tudo gira, grita, me toca e respira
As luzes de tão fortes chegam a pesar

Você fugia, mas não saia do meu radar
Mais do que olhar, com os olhos te comia

Não me olhava, mas oras era pra mim que sorria!
Sonhando sem perceber que trançava as pernas e caia

Você nem me viu deitado na pista
E foi outra moça que veio me ajudar

Ao dar-lhe a mão para levantar lá se foi o papelzinho
E não me importei com isso ao ver o decote dela

E lá se foi também a moça exuberante, segurando outro braço
E eu, cambaleante, fui me embora preso por outro quadril.

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: