Sēx Mense

12/07/2013 Gritos do Nada

Não importa se o sol nasceu, se tocou o alarme ou não…
Começo meu dia mesmo é entre seus beijos e braços
E por mim tudo lá fora, bom ou ruim, é só uma ilusão
Eu quero é o aperto da nossa cama , não quero mais espaço

Eu a acho linda e ela diz que está com sua pior cara
Tossindo me conta das agruras do seu dia interminável
Espero que ela termine e diminua o espaço que nos separa
Pois no fim de cada história ela deseja meu abraço infalível

O dia a dia passa a impressão errada de repetição, de rotina
Mas nossos beijos e chamegos são únicos a cada novo dia
E nunca me acostumo com você, que docemente me domina
E a vejo também fazer minhas vontades, e a sinto minha

Há, sim, algo de eterno em chegar em casa e a beijar no canto do sofá
Sentir seu cheiro de banho tomado te ver com roupa de ficar em casa
Há algo de estupendo em não ter o que falar e não sentir nenhum mal-estar
E então te agarrar e cessar o silêncio com nossos corpos em brasa

Não tenho a menor ideia ou certeza de como será amanhã ou depois
A única certeza que me vem a mente é um misto de alegria e calma
Pois senão faço ideia de pra onde vou, sei que sempre seremos “nós”
E o que dá certeza não é a comunhão de nossos corpos, mas de nossas almas

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: