Um amar odioso

08/02/2011 Gritos do Nada

Quis te machucar com tanta força e violência
Que veria que é ódio, todo esse amor que lhe tenho

Clamei por seus lábios com a fúria de um amante
Para te-lo em minha mão, e escarrar com nojo

Te desejo, sempre te desejo, objeto impuro da minha dor
E tem horas que não sei, se pra te amar ou pra te derreter

Pelo peito preso nesse amor que não quero para mim
E no seu peito deito, te adorando, enquanto reclamo do seu sexo

Fingo esse egoísmo nojento de sempre gozar primeiro
Mas o que quero é seu gozo eterno, escorrendo pelas pernas

Sem essa, queria poder sonhar com outras, ter outras
E não só esses toques trocados pelas carências, odeio ter razão

Como odeio sorrir pelo seu sorriso, queria lhe quebrar os dentes
E pode dizer que a única coisa ruim em lhe matar, é que só poder ser uma vez

Mas por que não posso trocar todo esse amor por ódio?
Pra lhe deixar, te esquecer, rir na sua cara?

Poderia lhe dizer as mais horríveis mentiras, jurando ser verdade
Mas eu… eu não, só quero sorrir e dizer que te amo…

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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