Um Coração na estante…

20/04/2013 Gritos do Nada

Ninguém sabe ao certo onde ele o conseguiu
Simplesmente tinha um coração de cristal
O afastava de todos e um dia fugiu
Escondi-a-o,o amava e o protegia de todo o mal

O Coração brilhava na estante da sala
Sozinho, triste, ele o olhava…
Queria dividi-lo, mas tinha calma
Sonhava com ela e a esperava

Num arroubo de vento e agitação
Chegou aquela que lhe mudaria
Ela trouxe com ela um quê de verão
E por ela, pobre dele, de tudo abdicaria…

Com inveja e desejo ela olhava a estante
Ele, pobre dele, fingia não perceber
Não deixava só seu cristal nenhum instante
Mas se ela o queria… o que ele poderia fazer?

Um dia deu a ela seu Coração de Cristal…
Ela, sorria, chorava… não entendia como tinha ganho
Ele a queria, talvez mais do que fosse normal
Mas ela tinha por ele um sentimento menor, estranho

Quando tudo parecia melhor, ela se foi
Num arroubo de vento, como chegou
Na pressa deixou cai o presente do herói
A queda pela janela foi demais… o quebrou

Ao nosso herói, pobre dele, pouco sobrou
A ausência dela, já seria demais pra ele…
Mas pelo chão brilhava o cristal que quebrou
Juntou no chão os pedaços, do cristal e dele

Jurou remontá-lo e nunca mais crer no amor…

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: