Verbos escassos, sentimentos em demasia

08/11/2013 Gritos do Nada

Estava seco, vazio e absolutamente sem ideia
Porque as palavras fugiam bem antes de atingirem a tela

Me vi amargo, meio sujo e sem trela
E fiquei soturno e calado, logo eu que sou tagarela

Mas não minto, me exponho e me arrependo
Eu que não vivo sozinho, queria a solidão pra ficar sofrendo

Há verdades que precisam ser mentidas pra fazer sentido
Como não há sentido em lágrimas que se guarda em coração partido

Mas perdoo, me desculpo e seguimos
Olhos cheios lágrimas, agora se abrem sorrindo

Não há papel que dê conta, não há mais nada a contar
Me perco entre as histórias que vivi, pra no fim ter certeza de amar

Não procure o caminho das estrofes, só leia e sinta
E no fim não me diga que entendeu, por favor não minta

Verbos escassos, sentimentos em demasia
Arruíno um dia e uma noite e no fim o que tenho é poesia

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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