Meu balão de ideias assombrosas

11/06/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Meu balão negro de ideias.
Inflado no soprar da succubus Judith
Não me acorde, meu amor.

Sonhos negros mancham de cinza
meu coração nublado.
Judith, carinho, não me acorde.

A chuva da cidade não lava
e meu balão de ideias assombrosas
vai livre, voa sem destino.

Judith vai embora nos restos de janela que ainda sobram.
Sempre me acorda.

Judith vai voltar.
Amanhã, talvez.
Ou daqui um mês.

Meu balão goteja a tinta negra,
pinta de preto o que restou desses dias.
E será assim até o seu retorno.

Manchará de negro os papéis,
as mãos, o meu e o seu peito.

Um cara entre vielas cheias de gente e ônibus lotado. Que se perde em alguns bares e se põe a ver a velocidade dessa gente. E rir da estupidez dessa lógica.

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