Se destino existe ele é um taxista nas madrugadas

31/12/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Conversas com taxistas na madrugada
Destino: Uma terra longe daqui.

Das noites perdidas entre o desencontro
Das nossas mãos e dos carros na rua

Dos cantos que só a gente sabe
Bem sabe, eu sei.

Apaguei hoje outra memória,
Dos cantos que a gente inventou.

Se cupido existe, o meu é um bêbado
Se destino existe, o meu brinca de roleta-russa.

o taxista é diretor de teatro pelas manhãs,
Eu invento um nome pra mim.

Esse novo cara morre ao meio-dia, tipo pernoite de motel
Abóbora ao avesso.

O retorno eterniza os desencontros
No sol que derrete as nuances luminosas.

As mil variaçōes de luz de um bom dia para ir embora.
Eu fiquei.

O taxista era do Rio,
O nome que inventei eu esqueci.

Abóbora as avessas.
Flutuamos na polpa laranja dessa manhã.

Meu destino vive em fúria,
E hoje ele tá mirando pra mim.

Um cara entre vielas cheias de gente e ônibus lotado. Que se perde em alguns bares e se põe a ver a velocidade dessa gente. E rir da estupidez dessa lógica.

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