Testamento

22/08/2009 Colunas - Sonhos Viciados

Aos meus demônios uma história,
sem mocinho e sem vilão.

pras minhas mulheres uma boa lembrança;
se fracassei, eu estava na busca da fórmula de ser o melhor amante.
se venci, era um mar em que eu sabia nadar.

A juventude eu mantenho a euforia da vitória,
afinal, ganhou da infância sem sabor.

Os meus versos eu deixo para os meus amigos,
que viram de perto eles nascerem.
As minhas visões e alucinações eu digo muito obrigado,
me fizeram suportar em pé esse mundo odioso.

Ao dinheiro eu digo traga uma cerveja.
A minha pequena familia eu vos digo,
vocês são seres gigantes.

Os desenhos ficam pros filhos que nunca tive,
pros meus netos invisíveis.
Que nas linhas vão desvendar um pouco do meu universo.

Com dor no peito eu deixo as noites e os intervalos;
levarei comigo os dias longos e os viciados.

E deixarei queimar todas as maldades;
as que fiz e as que me fizeram…
Eu, sei somos todos desesperados…

Um cara entre vielas cheias de gente e ônibus lotado. Que se perde em alguns bares e se põe a ver a velocidade dessa gente. E rir da estupidez dessa lógica.

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