Árvores mortas

25/09/2012 Zumbido Fugaz

Tudo parece tão estranho e confuso
que me perco no percurso
As histórias se misturam
e todos apuram,
querendo julgar os seus conceitos.

Seus erros condenam,
e todos pensam
que é muito fácil,
fazer parte daqui.

As mentiras são sensatas,
São véus pra esconder onde realmente
se quer estar.

A traição agora se torna
a melhor forma pra se ganhar
um mundo de histórias,
que todos vão gostar.

Te condenam e te julgam
e depois sorriem e aplaudem.
Só depois de você não mais aguentar,
Corrompem, divulgam, vulgarizam.

E o correto aí se encontra.
Hoje você erra e não presta,
depois seguem e te elogiam,
te deixando sem ar,
só quer estar a par
do certo, do correto.

Passando toda uma vida
Sem saber que tudo
Do que se precisa
Dentro de você se concretiza a cada instante,

vivido em cima das banalidades desse mundo fútil,
e o que te faz mal, não lhe interessa,
querendo assim, apenas,
viver como uma árvore morta.

Sem vida, enfeitada pela jornada de onde passar,
deixando detalhes estragar.

Com tudo feito ainda
faltam coisas pra lhe convencer.
Coisas sem importância, e você
vira uma árvore sem sentimento,
levada pelo lamento de outras tantas
vozes sem firmamento…

Um certo alguém simples que busca conhecimento e auto-conhecimento através dos escritos. Que se encanta por olhares e perde a noção do tempo tentando desvendá-los...

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