Já tinha lido outros do bukowski, iniciei pelos poemas. E esse é dos bons, se acha em banca de jornal, não é tão caro e se lê rapidinho. O último dos beats, o escritor dos mordenetes. Escolha seu rótulo, mas tudo isso você pode ler em qualquer lugar.

Comecei a ler Bukowski porque ele é baixo e no geral é bem aceito. Daí me senti mais em casa, uma espécie de Ramones para quem quer ter uma banda, ou seja, é possível. No fim sempre acho que é possível soltar uma baixaria e ser sempre cabível a colocação. Ignorem a pobreza do meu trocadilho de duplo sentido. Mas é isso, o cenário é sempre o mesmo, bebedeiras, pernas, decotes, repudio às pessoas, corrida de cavalos, pernas, mulheres e corrida de cavalos. Alterne entre as virgulas, porres de vinho, porres de uísque, porres de cerveja. Sério, quase todos os livros que li dele sao variações disso. E porque ler Bukowski? Porque não leio só um e fico com 30 outros de brinde? Porque em cada página reserva uma boa piada, uma verdade que você não teve coragem ou jeito de dizer.

Confesso, teve livros dele que não gostei, mas esse eu gostei. Conheci o ilustrador Robert Crumb nele, que faz uns desenhos baixaria com muita personalidade. Casamento perfeito. Crumb, diferente do Bukowski ainda está vivo e até Veio na flip do ano passado. O livro é como um diário que Bukowski escreveu quando tava veiaco, passa o livro todo reclamando. E podem crer que é bom. O livro é cheio de máximas e isso se comprova pelos títulos do bukowski que são muito bons. Esse mesmo é sensacional. O Capitão Saiu para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio, Crônica de um amor louco, Fabulário Geral do Delírio cotidiano, Notas de um velho safado. Genial.

Desculpe o venerado Machado de Assis mas Bukowski é muito mais relevante na minha estante ou mesmo influência quando escrevo. Mesmo só falando de porres, pernas, corridas de cavalo e algumas variações disso.

Esse ai leva nota 8, Bukowski puro e concentrado.

O Capitão Saiu para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio
Charles Bukowski

One Response to “O Capitão Saiu para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio – Charles Bukowski”

  1. Beto de Souza

    Fiquei matutando aqui… nunca li um livro dele só de poesia, li algumas espalhadas pela net… fico sempre meio cismado com poesia traduzida cara… mas se tu recomenda quer dizer que, no mínimo, tem um monte de putaria e palavrão! rs

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Ultraje a rigor – Nós vamos invadir a sua praia – Andréa Ascenção


Uma, duas páginas e já deu vontade de pegar um ônibus e cair na estrada. Se ser jogador de futebol não era teu sonho, talvez botar o pé na estada sim. Aterrorizar hotéis e estar em duas cidades num mesmo dia. Ia ser uma boa.

Na terceira página você quase liga pros amigos e pensa numa reunião, quem sabe, não sei. Talvez dê certo, “porque rock é isso ai três acordes e vamo embora”. Inspirador, não?
[quote_right]”Algumas músicas, segundo Maurício, nascem com o refrão, às vezes letras, às vezes cerveja…”[/quote_right]
Talvez se fossêmos menos inúteis e isso cara, é complexo. No fim quis mesmo é estar na estrada com os ultrajes. Dividir todas as piadas, os programas de domingo. Show na paulista de improviso ou milhares num Rock in Rio.

A história de uma das maiores bandas do rock nacional, goste ou não, só pelo fato de atravessar décadas já é invejável.

“O Brasil é radical, é tudo ou nada. Tava falando com um amigo meu que é executivo e ele falou: o Brasil não tem classe média. […] O Brasil não tem um lugar que você possa tocar e dê alguma grana. Você faz um show para milhares de pessoas, ou tem que tocar você e um violão num barzinho”

Isso aqui abre uma discussão e o livro ata outros diversos nós. Inicia no tom cartilha. Quem não sabe nada de rock já vai ter algum panorama e quem já tem, segue numa boa sem cansaço. O encadernado segue focado nas situações e no melhor da festa. O lado que pouca gente conhece. As lutas pra divulgar o trabalho, ficar na gravadora e ceder aos interesses ou desinteresses.

Leitura certeira e descontraída, se achar um massacre ver toda a história musical de cada integrante que entra sai, fique firme, logo uma nova situação vai te surpreender.

No fim vai as letras pra cantar junto, mas duvido do ser que não sabe cantarolar ao menos algum trechinho.

Acho que é isso, temos ainda muitas praias pra invadir, muita gente pra ter ciúme, muitas farras com marylou , nu com a mão no bolso.

E nosso pais não precisa de inimigos nomeados pra gente se rebelar, afinal, ainda escrevemos e não publicamos, fazemos música e nada, ainda tem gringo achando que somos indigente. Como é? morar nesse pais é como ter a mãe na zona, você sabe que ela não presta, mas adora essa gatona.

Pois é, muita praia pra invadir e fico feliz por ter em mãos um documentos desses.

Livrão. Corajoso. Mais bandas mereciam um relato desses. Nota 8.

76

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios – Marçal Aquino

Gosto dos livros por causa de cada história que eles carregam, essa frase parece óbvia demais não? Quase isso. Muito além das palavras impressas em cada encardenado temos um apego, uma dedicatória, um amor, um amigo. Cada livro vira um registro do espaço tempo das nossas vidas. Como músicas de infância, as trilhas sonoras dos nossos romances. Só folhear cada um na estante que acende as memórias.

Vou começar com a história do livro, a do autor mesmo. A história relata o romance de Cauby e Lavínia, ele um fotógrafo viajado que pousa no Pará, um Pará que enfrenta conflitos entre empresas e mineradores sedentos por ouro. E ela uma linda moça de humor instável e casada. O terceiro membro da trama é Ernani, o marido de Lavínia, um líder religioso da região, um pastor influente que vai arrematar a história de Cauby.

O livro é dividido em partes que ajudam a entender a instabilidade de Lavínia, o olhar de Cauby, a presença de Ernani. Além do triângulo amoroso outros personagens são igualmente interessantes, Chang, um careca, uma dona Jane, Viktor Laurance. A primeira parte do livro inicia com a explosão do romance de Lavínia e Cauby, o ponto auge do livro.

Nota 10. A primeira parte introuz Cauby e fortalece a primeira parte do livro, “o amor é sexualmente transmissível”, essa parte faz você querer chegar logo ao fim. Só no meio ele perde um pouco o ritmo, daí você se dá conta que é uma ficção, pois até então tá mais para novela da vida real.

Agora volto pra minha história. A que vai ficar quando eu olhar pra estante. Praia. Gosto de férias, aquele momento de que amantes atingem um alto nível de cumplicidade e um cara que não gosta de livros.

Irônico, não? Pois é. Ganhei esse livro de um amigo secreto da empresa, ele solta um:

– Legal o livro, mas eu mesmo não gosto de ler.

Em dois segundos eu fico em choque, no outro segundo eu penso em como fazê-lo a gostar de livros. Desisto de todas as anteriores. Tá certo seu Monteiro já alertava que uma sociedade decente se faz com livros e muito visconde de sabugosa, mas vá lá. Ele só não gosta de ler, vai que ele troca as horas de leitura e vai aproveitar a vida. Que? Ler também é aproveitar vida? Talvez pra ele não.

Fiquei dias pensando nisso, porque eu leio? Não sei ainda.

O segredo, dizia Chang, o china da loja, não é descobrir o que as pessoas escondem, e sim entender o que elas mostram.

Cauby discorre sobre amor citando um livro que ele lia e relia na época da explosão do seu romance com Lavinia. O que vemos no mundo, um tratado sobre o amor de B. Schianberg.

“Minha vida não estaria completa. Porque nenhuma vida está completa sem um grande desastre, como afirma Schianberg. Um sábio. Pervertido, mas sábio”

Seu amigo, Viktor Laurence é apaixonado por livros e cita situações e personagens da ficção como se fossem reais meio a conversas cotidianas.

Daqui uns anos vou abrir de novo o livro e sentir cheiro de areia, o vento da balsa, um amor num quarto com vista pro mar. Vou lembrar do Inácio, do cachorro marujo, da Sandrinha “malhação”.

A minha trilha sonora quando não se pode fazer barulho. E você, porque gosta de ler?

Obs. O livro que Cauby lê é ficção e serviu de guia para um um filme interessantíssimo. O amor segundo B. Schianberg.

Obs 02. Esse livro virou filme, não vi ainda, mas já estou atrás pra ver. Quem gosta da Camila Pitanga, fique atento, ela dá vida a Lavinia, moça de dupla personalidade que gosta de baixaria, ao menos uma de suas personalidades que Cauby nomeou como Shirley

Livrão. Nota 9!

32

Natimorto – Lourenço Mutarelli

Conheci o Mutarelli pra valer quando ganhei o Jesus Kid, outro livro do cara, só sabia até então que ele tinha escrito o romance Cheiro do Ralo e atuava no filme. Mas Jesus Kid merece uma resenha só pra ele.

O natimorto foi outro presente. Esse, não reserva tanto humor como Jesus Kid, mas é tão rígido quanto. Em natimorto um agente encontra uma cantora que sua voz de tão sublime não é audível por qualquer pessoa. Segundo o agente é preciso uma certa elevação de espírito para poder ouvir a unicidade do talento da moça, não bastando a maluquice o tal agente relaciona os arcanjos do tarot com as mensagens que vem atrás do cigarro. Isso mesmo, aquelas que dizem que de tanto fumar o pinto cai.

A trama é desenvolvida ai, entre as mensagens do cigarro e os dois personagens, o livro tem linguagem simples e o modo como foi escrito deixa a leitura bem fluída. O formato favorece a história ser adaptada no teatro e no cinema e foi. Começou com uma peça e depois foi a vez do filme. A peça eu não tive oportunidade de ver, mas o filme sim. O próprio Mutarelli atua e é o personagem central da trama, no livro o Agente, no filme ele tem nome, mas quem fala sobre filme aqui tá de ferias, diz ai Eudão. Então não vou deixar pra uma próxima, quem não viu vale ver. Só pra se situar melhor sobre a história e o filme segura ai o trailer.

Vale ver o filme, e vale ter o livro na estante. O livro é um cuidado só, do uso do papel, da capa e das tímidas ilustrações em algumas páginas do livro. Nota 10 para companhia das letras com esse projeto editorial. O preço é salgado pra um livro, mas a qualidade dele se justifica.

Nota 8 pro livro do Muta.

O Natimorto – Um musical silencioso
Autor – Lourenço Mutarelli
Editora – companhia das letras

71

O Capitão Saiu para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio – Charles Bukowski

Já tinha lido outros do bukowski, iniciei pelos poemas. E esse é dos bons, se acha em banca de jornal, não é tão caro e se lê rapidinho. O último dos beats, o escritor dos mordenetes. Escolha seu rótulo, mas tudo isso você pode ler em qualquer lugar.

Comecei a ler Bukowski porque ele é baixo e no geral é bem aceito. Daí me senti mais em casa, uma espécie de Ramones para quem quer ter uma banda, ou seja, é possível. No fim sempre acho que é possível soltar uma baixaria e ser sempre cabível a colocação. Ignorem a pobreza do meu trocadilho de duplo sentido. Mas é isso, o cenário é sempre o mesmo, bebedeiras, pernas, decotes, repudio às pessoas, corrida de cavalos, pernas, mulheres e corrida de cavalos. Alterne entre as virgulas, porres de vinho, porres de uísque, porres de cerveja. Sério, quase todos os livros que li dele sao variações disso. E porque ler Bukowski? Porque não leio só um e fico com 30 outros de brinde? Porque em cada página reserva uma boa piada, uma verdade que você não teve coragem ou jeito de dizer.

Confesso, teve livros dele que não gostei, mas esse eu gostei. Conheci o ilustrador Robert Crumb nele, que faz uns desenhos baixaria com muita personalidade. Casamento perfeito. Crumb, diferente do Bukowski ainda está vivo e até Veio na flip do ano passado. O livro é como um diário que Bukowski escreveu quando tava veiaco, passa o livro todo reclamando. E podem crer que é bom. O livro é cheio de máximas e isso se comprova pelos títulos do bukowski que são muito bons. Esse mesmo é sensacional. O Capitão Saiu para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio, Crônica de um amor louco, Fabulário Geral do Delírio cotidiano, Notas de um velho safado. Genial.

Desculpe o venerado Machado de Assis mas Bukowski é muito mais relevante na minha estante ou mesmo influência quando escrevo. Mesmo só falando de porres, pernas, corridas de cavalo e algumas variações disso.

Esse ai leva nota 8, Bukowski puro e concentrado.

O Capitão Saiu para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio
Charles Bukowski

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A Luz do Sul – Osvaldo Junior

Sabe aqueles textos que a gente escreve no calor de um amor, as vezes correspondido e as vezes não, que a gente tem vergonha ou receio de mostrar as pessoas por que as vezes não temos distanciamento pra saber se é bom ou ruim? Ai ficamos inseguros e lá se vão bons textos, cheios de significado e sentimentos, para uma gaveta… uma pena.

Porém aqui neste livro que chegou as nossas mãos, “A Luz do Sul”, Osvaldo Junior não teve disso! E ainda bem! Afinal não é todo dia que lemos um autor mais preocupado em passar o que sente (ou sentiu) do que manter métrica, ritmo, ou qualquer uma dessas definições bem quadradas e chatas para o que escreve…

  • Ficha técnica:

Editora: Above Publicações
Autor: Osvaldo Junior Pansera Waczuk
ISBN: 9788563080134
Número de Páginas: 116

Eu sou um grande leitor de livros de poesias, e pra mim não são livros que se lê numa tacada só, temos que ir lendo, pensando sobre o que lemos e aos poucos entendendo melhor o autor, sendo assim um livro de poesia é uma das coisas mais invasivas que um autor pode fazer a si mesmo!

No texto vai ler alguns trechos do livro.

E mais, não deve ser fácil escrever sem máscaras, sem estar escondido atrás de palavras que podem dizer várias coisas, ele é direto, e isso é ter coragem.[quote_left]Nas noites por não conseguir dormi, parece feiticeira a me encantar com seu brilho, me fazendo perder até mesmo o juízo, por imaginar o perfume de sua pele macia, envolto em longos cabelos negros, faz a escuridão do espaço parecer pequena na circunferência de sua pupila.

E para “A Luz do Sul” não é diferente, em cada um dos poemas e textos de Osvaldo está um pouco dele, do que sentiu, e de uma forma “crua”, isto é, simples, sem subterfúgios, sem fazer paralelos ou metáforas.[/quote_left]

O livro é fácil de ler, cada página é ocupada por um texto e uma diagramação diferente, as vezes é um fundo que imita uma folha de caderno, outras são desenhos, e assim como cada texto é único, cada imagem também é, e isso é de um cuidado e delicadeza que vale a pena prestar atenção na relação entre as imagens e o texto.
[quote_right]Anjos também choram, porque a dor é a razão de todo ser, sentidos temos em nossa vida, caminhos que fazem sangrar nosso peito.[/quote_right]
Para quem ainda não tem o costume de ler poesias e para os que, assim como Osvaldo, acreditam no amor sem ter medo dele, será uma leitura ótima.

Fiquei me imaginando com 17 ou 18 anos lendo essas poesias e tenho certeza que me veria em muitas delas. Quem teve a sorte de ainda não perder essa coisa maravilhosa que é ser adolescente para o amor, vai se sentir agraciado a cada linha.

Para adquirir é fácil, no site da Livraria Cultural (http://www.livrariacultura.com.br) é só buscar o livro “A Luz do Sul” que acha. Ou então pode entrar direto no blog do autor (http://osvaldoescritor.wordpress.com/) e ter mais informações sobre ele e o livro.

Recomendamos demais a leitura! E damos 8 corvinhos!!

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Caos – Terrorismo poético e outros crimes exemplares – Hakim Bey

Qual melhor livro que eu já li?

– Caos – Terrorismo poético e outros crimes exemplares!

Assim, rápido, sem muito pensar. Talvez pensando com carinho exista algum outro, mas não importa, ele o é top of mind.

Mas vou chegar até aqui, antes vou voltar e contar uma histórinha. Teve um tempo que dei de cara no Manual Prático de delinquencia juvenil, um livro gratuito na internet. Na época estava lendo umas coisas de copyleft, umas paradas políticas pesadas, muito longe da ideia do “de graça é mais gostoso”. Tinha acabado de conhecer aquela história do movimento freegan. E nessas acabei lendo o livro que tem como um dos pilares o livro dessa resenha, o tal manual.

Não tinha como ser melhor, os boas-vindas foi um soco na cara, o tal manual, que pode ser baixado aqui, contêm vários relatos de atentados ao status quo. Uma espécie de Emma Goldman, quando lançou o “Se eu não puder dançar, não será minha revolução”,[quote_left]”Se eu não puder dançar, não será minha revolução”
Emma Goldman[/quote_left] e o livro é quase isso, mas se a revolução não for divertida ela não pode ser autêntica.

Acabei conhecendo mais histórias e mais personagens, Luther Blissett, black block, Éris e a discórdia, por fim, Hakim Bey.

Hakim Bey, pois sim. Até que enfim. Se antes foi o soco aqui foi a luz no fim do túnel. Se a física já prevê que tudo vai dar em Caos, aqui o Caos é o inicio, o mais velho dos deuses. A anarquia nunca foi tão palpável e possível. O livro é quase poesia, quase baixaria e devia vir com selo, uma espécie de aviso. Religiosos e alguns tipos de reacionários leiam com cautela.[quote_right]”Coloque placas de bronze comemorativas nos lugares (públicos ou privados) onde você teve uma revelação ou viveu uma experiência sexual particularmente inesquecível…Fique nu para simbolizar algo…”[/quote_right] Mas no fim o livro propõe uma quebra na linguagem. Que as imagens que assimilamos de modo quase silencioso podem ter novos significados. É um convite para repensar nas convenções e protocolos. O uso político da arte, do humor e da religião são instrumentos usados por toda a história e aqui não é diferente. Uma insurreição popular cheia de graça, dança e comédia. Uma ousadia mais que atrasada, pois a arte viveu sua era de dadaísta, surrealista ou coisa que o valha, mas qualquer coisa que tentasse ser política não.

O texto é uma coleção de artigos publicados na década de 80, comecinho dos 90. Que invoca práticas de combate para ruir sistema de dentro para fora. Afinal, estamos todos infiltados num sistema de lixo e negá-los com ações de critica temperadas com sátira pode ser uma saída inteligente.

[quote_left]”Conquanto nenhum Stalin fungue em nossos pescoços, por que não fazer alguma arte a serviço de… uma insurreição? Não importa se é “impossível”. O que mais devemos aspirar senão o impossível?”[/quote_left]

Happenings para encher de orgulho muito Andy Warhol por ai. E eu ainda aspiro escrever comunicados e manifestos tão bem humorados e constestadores como Hakim Bey. Aspiro, como se fosse “impossível”. E se quiserem arrumar gente para ficar nu e quem sabe simbolizar algo, me chamem! Mas enquanto isso não acontece leiam esse livro, indicadissímo!

Desde então não sou mais radical…

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