Esse é o projeto paralelo de Érica Gusmão, Beto de Souza e Thiago Hernandez, que nasceu nas esquinas de 2009, talhado na maldade da cidade e na velocidade sufocante de uma São Paulo ás 6 da tarde em um dia de chuva.

Quando as camisetas deixaram de agredir, quando os muros silenciaram, quando todas as notas dessa orquestra profana emudeceram, nossa voz se tornou obrigatória nesse canto digital, que as vezes grita, noutras morre. Esse é o canto desses três seres perturbados pela esquizofrenia urbana. Esse é o canto anárquico dos nossos corações rebeldes.

Nasceu no bar, não poderia ser diferente. Dessas tantas conversas que se tem em qualquer bar. Dois caras que escreviam bobagens decidiram criar um canto pra jogar as idéias. Se não em muros ou em alto-falantes, que tenha um lugar no mundo pra essas idéias!

Passaram anos e o projeto ficou na gaveta como os versos ou calor da revolta natural da nossa pouca idade, foi só numa espécie de verão, num janeiro de 2009, que se fez um blog, um esconderijo hora esquecido, hora mimado. Um canto quase secreto de caras que viam os dias derreter e numa tentativa vã de sufocar a violência  que as horas martelam em nossos ossos fez nascer esse reduto de versos.

O tal blog foi se tornando como as gavetas que recebiam os nossos textos ou os guardanapos esquecidos nos bolsos depois das noitadas, um canto menor, daí esse novo recomeço como site, que talvez até merecesse um manifesto. Como se num futuro isso se tornasse um movimento, uma vanguarda, mas não. Estamos só fugindo da gaveta.

Mas o site tornou-se grande demais para os dois caras que começaram a odisseia toda tomando umas cervejas num bar qualquer…

E então, também numa dessas mesas de um bar qualquer, um deles conheceu uma poeta!
Tão bonita que tinha mais jeito de musa que de poeta… E depois de um desses saraus que a vida nos leva ele a convidou e o canto cheio de moças nuas, brigas, noitadas, desilusões e todo tipo de coisas de meninos passou a ter o toque certo e feminino de uma colunistA.

E o nosso canto tornou-se elástico, as vezes pequeno e as vezes enorme… talvez esteja mais pra um espelho, onde hora queremos nos ver e hora passamos direto!

E no fim é só isso, foi prascucuias a nossa decência, toda a crença nas estruturas. Prascucuias!