03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

Leia mais…

Continue lendo
26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

Leia mais…

Continue lendo
18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

Leia mais…

Continue lendo

Esse é o meu poema mais ultrapassado

12/09/2017 Sonhos Viciados

Blockchains, chatbots, algotrades.
Nasci na revolução do agora.
No vazio silenciado da ultima década [esquecida.]

Amanhã vou nascer de novo,
Não lute com seu eu de ontem.
É o que dizem na terra onde ninguém mais se fala.

Espanglês – porque não existe isso na minha língua.
Trademarks – porque todos os signos adoráveis já foram patenteados.

Serei seu novo vizinho analfabeto,
sua língua roubada,
o medo das lanças nos portões,
a covardia de uma assinatura num contrato.

Seduzido nos seus decotes criptografados da minha retina fora de moda.
Sufocado em dígitos, reduzido, binário.

Me sinto uma versão beta construída por estudantes primários fascinados por orgias que nunca participaram.

Serei essa voz de longe arquitetada em sonhos vis.
Essa é minha carta do meu eu de ontem.
Esse é o meu poema mais ultrapassado.

Ir ao post original

Ninguém me Representa

24/06/2017 Gritos do Nada

Nenhum me representa
Só eu falo por mim
E o que se apresenta
Hoje é o começo do fim

E de quase tudo que falei
Só do silêncio me arrependo
Pois as palavras que não usei
Tem quase tudo que entendo

E se você confia neles
Você os merece então
Minha raiva é contra eles
Os velhos donos da nação

Se você os quer defender
Que faça isso mesmo
Prefiro não me comprometer
E poder criticar a esmo

E cada um que não desafia
O poder de um coronel alado
E prefere, mansinho, a covardia
De xingar quem mora ao lado

É alguém que nem merece
O tempo de um insulto
Pois só de pensar me aborrece
O tanto que és inculto

Melhor perder meu tempo
Em outro livro, outra história
Me alimentar no vendo
De um futuro, enfim, de glória.

Ir ao post original

Recordar é viver

06/09/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Desentendimentos na beira da estrada

Ele disse até logo. Ela disse adeus. Ele queria nunca voltar. Ela mentia. […]

Leia mais…

27/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

Ver-te no mar…

Verde é o marAo ver-te no marComo um musgo perdidoUma história conhecida Esperar, conhecerMe afogar, morrer!Me jogar, sem verFui até o fim, avancei Nas rochas molhadasEntre as ondas que batemOnde areia e águaé o mundo que vejo Perfeita sua falaQue me deu adeusNo mar, espatifadaMeu amor se perdeu Olho, me olha o marMolho, me molha […]

Leia mais…

28/11/2012 Gritos do Nada

Sem direção!

Olhou pro sol e pro chão, limpou o suor e partiu! Resolveu que iria até a calçada acabar Assistiu a água suja descer pela sarjeta e sorriu. Imaginou-se navegando entre as manchas de óleo… Era tudo em vão mesmo, imaginou… As calçadas, a água suja a correria O trabalho, as mentiras e as verdades Sentou-se, […]

Leia mais…

27/03/2015 Sonhos Viciados

Piazzas V

Assombrado por ideias mortas, talhado pela rotina que constrói adoráveis mordaças e viseiras negras banhadas de petróleo e sêmen. […]

Leia mais…

23/01/2012 Gritos do Nada

Raiva Indômita!

Eu nunca fui melhor! E não faço ideia se um dia serei… Tenho vontade apenas de caminhar De olhar nos seus olhos e dizer que “amei” Perder tempo com discussão e repulsa Encher a boca pra gritar “filho da puta” Não ligo dos verbos virem no passado Ultimamente só quero conjugar o verbo vingar Não […]

Leia mais…

25/09/2012 Zumbido Fugaz
As mentiras são sensatas, São véus pra esconder onde realmente se quer estar.

Árvores mortas

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: