18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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Esse é o meu poema mais ultrapassado

12/09/2017 Sonhos Viciados

Blockchains, chatbots, algotrades.
Nasci na revolução do agora.
No vazio silenciado da ultima década [esquecida.]

Amanhã vou nascer de novo,
Não lute com seu eu de ontem.
É o que dizem na terra onde ninguém mais se fala.

Espanglês – porque não existe isso na minha língua.
Trademarks – porque todos os signos adoráveis já foram patenteados.

Serei seu novo vizinho analfabeto,
sua língua roubada,
o medo das lanças nos portões,
a covardia de uma assinatura num contrato.

Seduzido nos seus decotes criptografados da minha retina fora de moda.
Sufocado em dígitos, reduzido, binário.

Me sinto uma versão beta construída por estudantes primários fascinados por orgias que nunca participaram.

Serei essa voz de longe arquitetada em sonhos vis.
Essa é minha carta do meu eu de ontem.
Esse é o meu poema mais ultrapassado.

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Ninguém me Representa

24/06/2017 Gritos do Nada

Nenhum me representa
Só eu falo por mim
E o que se apresenta
Hoje é o começo do fim

E de quase tudo que falei
Só do silêncio me arrependo
Pois as palavras que não usei
Tem quase tudo que entendo

E se você confia neles
Você os merece então
Minha raiva é contra eles
Os velhos donos da nação

Se você os quer defender
Que faça isso mesmo
Prefiro não me comprometer
E poder criticar a esmo

E cada um que não desafia
O poder de um coronel alado
E prefere, mansinho, a covardia
De xingar quem mora ao lado

É alguém que nem merece
O tempo de um insulto
Pois só de pensar me aborrece
O tanto que és inculto

Melhor perder meu tempo
Em outro livro, outra história
Me alimentar no vendo
De um futuro, enfim, de glória.

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Recordar é viver

21/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

O que restou…

Agora sou o que me restouSujeira que enfeita o prato Sou um pouco mais do que souE sou bem menos do que acho E num dia de calor chuvosoNuma tarde qualquer, perdidaSou a sombra de um riso gostosoQue se esvai no rosto da vida Me perco e me refaço outra vezSou obra por fazer, mal-acabadaE […]

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04/06/2011 Gritos do Nada

Não pensei num nome…

Dos medos justificados eu sorri Da seriedade dos dias cinzentos eu fugi Passei os melhores dias ao vento Entre as putas e os seres sem lamento. Corri entre os carros, perdido Morri nas noites de altas doses Chorei pelos corpos e nos copos Sem medo te beijei as dores e chagas Sobre os escuros escombros […]

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31/12/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Se destino existe ele é um taxista nas madrugadas

Conversas com taxistas na madrugada Destino: Uma terra longe daqui. Das noites perdidas entre o desencontro Das nossas mãos e dos carros na rua Dos cantos que só a gente sabe Bem sabe, eu sei. Apaguei hoje outra memória, Dos cantos que a gente inventou. Se cupido existe, o meu é um bêbado Se destino […]

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27/05/2011 Colunas - Gritos do Nada

Ver-te no mar…

Verde é o marAo ver-te no marComo um musgo perdidoUma história conhecida Esperar, conhecerMe afogar, morrer!Me jogar, sem verFui até o fim, avancei Nas rochas molhadasEntre as ondas que batemOnde areia e águaé o mundo que vejo Perfeita sua falaQue me deu adeusNo mar, espatifadaMeu amor se perdeu Olho, me olha o marMolho, me molha […]

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Loucura lúcida

Foi o sopro da verdade Diziam todos com versos ensaiados Cuspindo idéias casuais em meus ouvidos E reinventando teorias já ouvidas Concordando talvez em pensamentos fúteis. Examino os com cautela Cautela também ensaiada e reinventada Com medo de cair em desventura Não tomo nenhum partido Apenas suspiro e fujo dos olhares condenadores. Me tarjam de […]

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17/09/2013 Zumbido Fugaz
mesmo assim ainda é band aid, de um jeito ou de outro de certas peças do destino não da pra fugir.

Cherry

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: