03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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Masturbação

29/06/2011 Sem categoria

Suas mãos acariciam todo meu corpo e com deslicadeza vai me despindo,
Seus olhos vão de encontro aos meus,
Enquanto abocanha meus seios,
Sinto seu corpo estremecer

Minhas pernas entrelaçadas a suas,
Meu corpo no seu corpo,
O seu corpo no meu corpo,
Torna-nos um único elemento

Suor, gemidos,
Tudo se mistura aos gritos,
Sussurros, introdução, penetração,
Invasão, apenas o meu órgão nessa sensação

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Arrumar palavras…

Ainda tenho coisas a dizer?
Olhei hoje para essa tela branca…
E me perguntei, sinceramente:
O que ainda falta falar?

Passei e sei que ainda vou passar
Muito tempo escrevendo e a escrever
A minha grande dúvida agora é?
O que porra ainda tenho a dizer?

Ah… e tem essas estrofes estranhas que me permito fazer
Sei que as vezes parece que uso palavras apenas pra rimar
Mas olha, sou poeta pobre, ingênuo e sem recursos…
Meu maior trunfo, acredite, é amar a minha poesia sem pestanejar…

E, quem sabe assim, cinicamente
eu pare de fazer poesias para os assuntos,
e passe a arrumar assunto pras minhas poesias!

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O intervalo ou um rascunho sobre os desencontros

No fim a gente é um pouco dos dois, carne sem graça no espeto ou baratão nojento aceitando o que se é.

Existe a hora, mas a gente nunca sabe. Faz dias que não sai uma linha, faz dias que ela não diz que me ama. Não vai mudar, os instantes que dividem a glória de um segundo indiferente são uma penitência, uma jaula que a gente sempre volta a se trancar. Com consentimento, com a dúvida de nunca sair.

Faz dias que não sai uma linha, um inferno só com dias previsíveis. Juntar palavras é bobagem e inocente. Pego a blusa, o cigarro e me contento em me divertir no trabalho ou com o caminho até a casa dela. Não preciso de liberdade pra esses dias e nem de um estopim que ilumine o caderno que está abandonado.

Eu pego a blusa, o cigarro e nem me importo se faz dias que não sai uma linha. Pelas onze da noite eu entro e eu mesmo fecha os pequenos metros quadrados que aprisionam, aprisionam. Sei que um dia, de tanto juntar acaba saindo. A linha, o verso o beijo esquecido. Agora, eu nem me importo. Kafka e kafta já me parece a mesma coisa, no estado inerte que me encontro. No fim a gente é um pouco dos dois, carne sem graça no espeto ou baratão nojento aceitando o que se é.

As mãos deslizam e desenham formas irreconhecíveis. As letras todas fogem e se escondem. Não é o tempo, talvez nem a hora pra contar a nossa história ou inventar uma nova. Eu pego a blusa e o cigarro enquanto não sai uma linha.

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Exercício de Escrita III

27/06/2011 Colunas - Gritos do Nada

Tanto tempo fui tão pouco
Tão pouco eu por tanto tempo
Tempo louco, sem eu em mim
Pouco tempo disposto a ser assim

Tem esse gosto de disgosto que me afronta
Assombra a sombra da vida que desponta
Descer ladeiras, escorredeiras sem arte
De uma ladeira onde o sol bate e arde

Desejo o minuto que passou e foi apressado
Jogado segundo que se perde e é lembrança
Desconfiança de perder meu tempo e vida
Talvez perdida para nunca e nunca mais

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Recordar é viver

03/04/2012 Colunas - Zumbido Fugaz

Só amor

Tudo que eu queria era poder não mais manipular os meus sentidos Morrer de amores por você milhares de vezes e reviver em vigor da compensação ir além e te mostrar todos os meus sonhos mais obscuros te levar comigo em um parque e conversar com você até escurecer o dia pegar em suas mãos […]

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09/03/2012 Zumbido Fugaz

Horas ao luar

É sangue mesmo não é mais o meu batom ele não borra mais o seu lençol foi tirado  há segundos com toques carinhosos pela minha face… Maquiagem? Para que me serve agora? esse ou aquele penteado faz diferença? A cor da minha blusa ou da minha unha em nada vai interferir agora… É a união […]

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05/02/2014 Coletivo

Coletivo Dois Quatro – Meu Pecado Solar

Estou aqui para você Como o girassol para o sol Mesmo sofrendo queimando Minha face sempre estará voltada para ti! Seu calor me aquece, mas queima Como minha pele quando te toco Me derreto nos seus braços… Mas é você que escorre pelos meus dedos […]

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01/07/2011 Sem categoria

Prazer, essa sou EU

Nenhuma letra combinada e rimada é capaz de transmitir a dor da minha alma,Meus versos por mim não falam,e a angústia não é anunciada. Eu não quero rimar, não quero criar,Não quero competir, não quero ser lidanem compreendida, eu quero amar! Não importa se é verso, poema,narração, dissertação,Eu não quero saber se esta bom,se tocou […]

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14/12/2011 Zumbido Fugaz

Foda-se

  Eu to cansada… Cansada desses pais que não entendem a natureza de seus filhos e os obriga a seguir essa crença maldita até quando podem. Ah eu to cansada do seu sentimentalismo barato que acha que um ”eu te amo” pode resolver tudo na nossa relação. Como eu to cansada de ter que manter […]

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24/06/2011 Sonhos Viciados
Café e cerveja e quase sempre água na geladeira

Corações mornos ou a viagem dos indivíduos nulos.

Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: