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Coletivo

Ruas, pessoas e perdidos

22/12/2022 Coletivo

Rua, pessoas e movimentos estreitos
Olho pra fora, o mundo já não é o mesmo

Prende a respiração, segura o choro
Olho pra dentro, vazio e desespero.

No chão bitucas de sorrisos
No céu o canto triste das estrelas

Tudo é meio, nada é fim
Os mesmos erros que não canso de repetir

Toda noite eles cantam pra mim
Amanhã, pessoas e movimentos estreitos

Suicídio lento, um dia por vez

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Coletivo Dois Três – O ônibus e os caminhos sem volta

16/01/2014 Coletivo

Estico o braço e o ônibus para.
Embarco no opaco viver do ônibus vazio,

Percebo que deveria ter te olhado mais
Pois não guardei como queria

Todos os seus tracos, palavras e birras
Me despedi como quem ia ver no outro dia

(mais…)

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Coletivo Dois Dois – Meu Velório

06/01/2014 Coletivo

Pela janelinha assisti as lágrimas e os soluços
Na minha fria mão tocaram todos os que conheço

Rodearam meu caixão e abraçaram-se em prece
Lábios quentes tocaram meus frios lábios pela última vez

Todos meus poetas favoritos estão presentes
Alguns vivos, outros mortos, uma parcela perdidos.

O cheiro das flores, a fumaças das velas
O som baixinho das lágrimas de quem fica e sofre

Minha alma se alegra entre os choros e cantos religiosos.
Me despeço dos círculos infernais.
[minhas prisões com direito a férias, pausa pro café e décimo terceiro]

Os olhos dela marejados, sua voz trêmula dizendo que me ama
Meus olhos fechados, meu nariz tapado… meu peito inerte.

Minha mente quer ficar, uma saudade corrói meu sangue frio.
Veludo, couro, saliva. Minha mente quer orgia.

Breton, Baudelaire e Rimbaud já estão chamando meu nome.
Já me deram garantias, festas sem fim e putaria.

E tudo volta, a primeira luz, primeiro choro, primeiro afago
O sorriso farto do meu pai, os olhos marejados de mamãe…

Olhos, memória, dor nas costas.
O primeiro beijo, o gosto do sexo.

E enfim o fim, despedaçado pela terra…
Abraçado pela morte, sinto cheiro de grama.

E ver a casa vazia dói demais.
Acho que já é hora de me animar.
Estou indo embora.

Eu sei, quem fica é que vai sangrar

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Recordar é viver

12/06/2013 Gritos do Nada

Das nossas bocas

Eu ouvi suas reclamações saltarem da sua boca! E pra te calar te beijei com força até ficar louca. Sintindo o quente da língua, e o morno da carne… Nada queima na real, mas a vontade arde Entrelaçou os dedos por trás da minha nuca E permitiu perder-me em ti, em cada curva Mergulhei com […]

20/05/2013 Gritos do Nada

Somos todos inocentes?

O dia se arrasta, se alastra a preguiça Dia que não passa. Vida onde não se arrisca Mentiras são contadas e fingimos que passa Pois não se contesta pra não ser contestado Julga-se o outro, sabendo ser julgado E nós, os inocentes, cometemos nossos crimes Pois desde sempre já somos condenados E a prisão é […]

29/02/2012 Zumbido Fugaz

Aqua teen

Hoje eu senti uma falta tremenda daquele menino dos olhos cor de céu feliz… Tudo bem que muitas vezes ele falava coisas que eu não entendia, mas ele falava com uma empolgação que era difícil eu não me animar, com certeza ninguém consegue tão bem não se cativar com ele. Ah o jeito como ele […]

26/06/2013 Gritos do Nada

Sonho Infernal

Ele sentou-se sobre uma das montanhas de carne podre e sangue e de lá pode admirar o espetáculo infernal de seres vermelhos e negros com garras e dentes destruindo e despedaçando as almas e corpos dos que haviam pecado. E por mais que gritassem, que suplicassem, suas almas não seriam poupadas, seus algoses sorriam e […]

03/04/2014 Zumbido Fugaz
Eu só liguei para ouvir a sua voz...

Fases

16/10/2012 Gritos do Nada

Exercício de Escrita IV – Ela já se foi

Procuro no chão marcas do seu andar Limpo com a manga da camisa as lágrimas Faz tempo, eu sei, mas num custa sonhar Ter seu perdão e você de volta… O sapato judiado pisa o chão sujo As fotos amarelam no velho móvel Tem duas mentiras grudadas no meu rosto Uma é meu sorriso… outra […]