26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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Vilão?

13/11/2024 Gritos do Nada

todo mundo é vilão na história de alguém
o foda é ser vilão na própria história também

a faca rasga o braço e o que sai é sangue ou sofrimento?
eles nem olham no seu olho, mas rápido dizem “eu lamento”
lamento o que, diz aí? lamenta pelo que eu fiz ou pelo que sofri
lamenta pelo que eu passei, ou pelo que eu tive que mentir?

hipocrisia é o nome do jogo, e eu ainda sou aprendiz
mas logo vou pichar um sorriso no rosto, e dizer que sou feliz

agora tu diz que queria um sorriso sincero? Felicidade pra valer?

mas não é isso que eles querem ou que você quer
porque vocês querem é o silêncio satisfeito de quem não sabe viver!

Ah é o vilão, deixei esse fio lá no começo, vou fingir que me conheço e dizer que já sofri…
mas não vou mentir, vou contar que já fiz sofrer,
que já sorri quando alguém caiu, que já comemorei vendo alguém morrer, que já pensei “que bom que não sou você” quando foi tu lamentou comigo…

mas se somos todos vilões na história de alguém… quem é que vai querer ser nosso amigo?
mas se quiser eu fujo contigo… nem que seja as horas que escorrem entre os dedos, nem que seja os piores minutos do dia… me dê a sua pior companhia!
só não me dê sua desatenção, só não faça pouco de mim… eu já sou tão pouco assim…

queria levantar a cabeça pra sempre, não dobrar o pescoço e fingir que tem algo no celular
queria olhar no seu olho e conseguir sustentar…
encarar o tédio da parede vazia, deixar o pensamento ir sem medo do destino, queria te falar um absurdo, mas sorrindo…

queria sentir o gosto do seu beijo e do seu desprezo, queria gozar olhando pro espelho, queria cantar aquela música chata, mas que fica na cabeça, queria uma causa nobre, mas que não enlouqueça!
A revolução quero no meu jardim, o sol da tardinha me fazendo carinhos no rosto, ela por mim, eu dando desgosto…

Esquece esquece, esqueci do caminho, não sei pra onde vai, há caminhos que só se fazem sozinho, por ser longe demais.
tem aquele momento que só tem uma pessoa que pode ver o seu fracasso
esse momento chega todo dia, e essa pessoa só pode ser você.

todo mundo é vilão na história de alguém
o foda é ser vilão na sua história também

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Os gritos que não dei

09/11/2024 Gritos do Nada

Seguro o choro segura o choro!
Que agora é hora de sorrir! finge um sorriso pro insta!
segura essa lágrima que quer cair!!

todo mundo te pergunta se você tá bem, mas ninguém quer a resposta!
Cada um fechadinho no seu mundinho de bosta!
abre a janela, tira o olho do celular!

Pega o sol, a vida bela, se dê o direito de se amar!
passa vergonha, esqueça essa pose, deixa de cerimônia, fica sem neurose!
Diz o que quer, fala sem pensar, pode se arrepender, ninguém vai notar…
a vida é sua e é uma só! piscamos o olho e viramos pó!

tá… e eu?
eu tô certo, sendo todo errado, outro ano vencendo, mas sendo derrotado!
professor vagabundo, mas adorado! Revoltado com o mundo, mas satisfeito! Tudo que me fortalece eu carrego no peito!

Minha força vem do amor que é compartilhado dos beijos e dos abraços apertados!
dos sorrisos que não me foram negados, de não sofrer pelo passado!

Desculpa eu não quero e nem peço, dos meus erros eu prefiro pagar o preço.
E é caro se manter fiel a si mesmo, só eu sei… arrependido?
só dos gritos que não dei!

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Reza em hospital

19/01/2024 Sonhos Viciados

Tento lembrar se existia paz quando minha única morada eram as ruas líquidas do ventre da minha mãe.

Reza em hospital.

Peço a Deus ao menos os grunhidos das crianças lá fora. 

Mergulho no meu mais triste silêncio.

Os doutores, os relatórios, os sinais perversos dos desastres naturais que nos arrebatem.

Eu rezo, quem sabe a sorte sufoque o amanhã.

O turno, os operários, a lembrança mais remota que tenho é uma cidade do interior.

Regressão num leito frio. A terapia que antecede a morte.

Eu rezo. As vezes eu quero ir embora, hoje eu não vou. Do que será que sonham as máquinas?

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Jogadas ao vento

24/12/2022 Gritos do Nada
As paredes não enxergam
Mas dizem que tem ouvidos

Beliscam azulejos, beijam cotovelos
Os loucos fazem o impossível

Deita sobre a relva o amor
Que se desfaz em orvalho na grama

Só entende quem ama!
Mas tudo está por dizer

Nada NUNCA foi feito
E sem feito nada será

Cubro o rosto com a capa
Mas capa aqui não há 

Os murmúrios me adoecem
Prefiro os gritos e os risos
Seguro o peito que deita lágrimas
Escorre o que corre pelo rosto
Não há sinal de gosto ou desgosto Se chora por tudo, principalmente por nada
Sigo reto nessa estrada? Ou paro e fico um pouco? Queria gritar, mas já fiquei rouco Queria correr, mas já estou morto
Quantos quilos tem o arrependimento?
Pesa mais que cimento o sentimento
Não há volta que permita consertar Fecha o olho, limpa a cara e vai
Outros erros vai cometer
Outras vezes vai magoar Quantas vezes vai sofrer? Quantas horas vai chorar? Quem quer viver pra sempre? Repetir os mesmos erros? Quem quer morrer hoje?
E não ter tempo de comete-los?
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Ruas, pessoas e perdidos

22/12/2022 Coletivo

Rua, pessoas e movimentos estreitos
Olho pra fora, o mundo já não é o mesmo

Prende a respiração, segura o choro
Olho pra dentro, vazio e desespero.

No chão bitucas de sorrisos
No céu o canto triste das estrelas

Tudo é meio, nada é fim
Os mesmos erros que não canso de repetir

Toda noite eles cantam pra mim
Amanhã, pessoas e movimentos estreitos

Suicídio lento, um dia por vez

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Recordar é viver

16/12/2010 Colunas - Gritos do Nada

Amiga Amante – 2º Versão

Das amigas a que mais ameiDos amores o mais amigoO corpo com o qual mais sonheiQue me faz sorrir sozinho… Das viagens que mais gosteiDas vezes que perdemos o juizoDas bebidas que tomou e que tomeiDas camas que viraram esconderijos A mulher que admireiQue quando conheci, gostei maisQue faz o que quer, vive sem leiDaquelas […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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12/03/2010 Colunas - Gritos do Nada

Exercício de Escrita

E a brincadeira chega ao fim…Quanto tempo pensei que ela ia sustentar?Estava imaginando um futuro pra ela ou pra mim?Que horas pensei que ela iria ficar? Estava claro que não seria por muito…Que, talvez, rapidamente ela iria cansarNão sorrir dos meus poemas, do meu discuido…Viraria as costas, não iria conversar… E agora ela se foi, […]

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18/10/2011 Gritos do Nada

Marcas e Chuva

Tenho contado os minutos, intermináveis de antes de te beijar Mesmos minutos vadios que passam voando quando estamos grudados Perdi a conta dos sorrisos que dou quando do nada começo a lembrar Dos deliciosos minutos rápidos que abraçado a você passei encantado Nos seus beijos o gosto da chuva, estou adorando e não disfarço A […]

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22/08/2012 Gritos do Nada

Numa noite qualquer

É a porta suja de mais um cinema fechado, e é lá que ela esta esperando por algo que a faça correr dali sem pensar. Lá tem papéis velhos, revistas velhas de ofertas do WallMart, papel higiênico sujo, camisinhas usadas, sujeira e mais sujeira, lá tem tudo que ninguém quer mais… E ela está no […]

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15/07/2013 Gritos do Nada

Café com carne e poesia

Você tinha gosto de poesia com café… contenta, mas não sustenta Flutuava, como a fumaça que saia do copo… vejo mas não entendo Sentia seu sabor no ar, quase morria… e seu toque é que me esquenta Te sorvia como quem puxa o ar… estou cheio de ti, e não me contento Esperei o fim […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: