Nada mais chato quando você tá na TV as tantas da noite e cai num café filosófico. Mas pense numa noite de sábado que todos seus amigos estão enchendo a cara e fodendo – no sentido bom da palavra. Pensou? Não termine ai, continue. O café filosófico nada tem de café e mais parece um chá da tarde com sua vó. Tá certo, nunca tomei chá das três com minha vó, mas deve dar sono.
Intelectuais beijam essa cena, daí pensei no perigo que era manter um site de poesias, contos e falar de livros sem ser(ou se achar) um semi-deus sabido das coisas. Pior ainda, ficar longe daquele sábado que podemos beber e foder a noite toda. Acho que a última é mais preocupante. D2 saiu na busca da batida perfeita e acho que a fórmula aqui é meio isso, buscar falar de coisas que de certo modo gostamos mas sem a pretensão de parecer(ou ser) um Dorian Gray da literatura.
Estamos na busca dessa equação perfeita, se é que ela existe. Dizer de coisas que pouco se vê por ai, ou é difícil achar. Mas queremos que a acadêmia fique longe. Ao menos que ela reserve os sábados para as festas. Métrica, teorias e afins nos cansam.
Continuamos investigando essa coisa de equação, mas café mesmo só pra deixar ligado. E filosofia só é permitido aquela dita bem alto no bar.
Continuamos, na busca.

O velho no cinema aguarda a próxima sessão. Ela, com seus vinte e poucos enfeitiça só pelo cheiro. Erva-doce, erva-safada. Não sei nada de marketing olfativo, mas ela sabe e quando me dou conta ela esta conversando sobre cinema francês com o velho. Eu não sei, mas ela sabe.
O velho no intervalo de revezar o olhar entre seus decotes e sua pernas indaga:
– qual seu nome?
Ela, solta os cabelos e deixa o cheiro doce entornar o velho e lança com muita sedução sua resposta:
– Desirrè.
Ele se recompõe em segundos e devolve:
– e você sabe o que significa?
A moça rebate:
– Desejo!
A história era curta mas foi um feliz SMS.

Cadê a foto porra! rs
E realmente, escrever é uma busca, entre ser genial (ou esperto) e não ser chato (ou maçante).
A gente, tem momentos, que acha mesmo, e ai a alegria é grande, mas o que me preocupa na verdade é: Como não ficar arrogante se isso crescer?
Simples, continuemos fazendo que fazemos de melhor: Não vamos nos levar a sério, isso é coisa da acadêmia e lá ninguém mata aula pra beber cerveja!
E o texto do Eudes: Foda! Eudesejo! rsrsrs
Tá na hora desse puto entrar no barco… e que se molhe!