Os sábados de manhã.
A volta pra casa em silêncio.
Só os bons amantes entendem a mudez cúmplice dos nossos lábios.
Os raios de luz ferem nossa pele,
e ainda em silêncio fugimos do dia,
Corremos atrás de um canto,
pra descansar nossos corpos judiados.
Cortinas vermelhas dividem os amores.
Fumaça de gelo seco,
Teu batom rubro no meu peito.
Imagens de uma sexta a noite.
Cortinas vermelhas e fantasias,
Entorpecem amores banhados de vodca e pouca vergonha.
Volta pra casa e raios de sol.
Lembranças de uma sexta noite.
Aquela sexta que te escolhi.
Os raios cortam, as cortinas dividem
Já é hora de voltar pra casa
