Descobri que não existe nenhuma ciência quando escrevo.
Uso da tática tentativa e erro.
Lembro da minha primeira série, das leituras só Jesus salva.
E não me saia uma palavra.[só Jesus salva]
Escrevo como um varal, que Marias estendem a roupa. [uma hora seca]
E as palavras sangram.
Uma lã tecida por peruanas pobres. [é 15 dólares a colcha]
E vejo a maestria de pintores coloristas pós-modernos.
Rudes emaranhados em cores vibrantes,
construídos por mãos de fibra.
As mãos das Marias e colchas coloridas.
Não espero troco, nem conforto. Só Jesus Salva.
Virou a roleta, virou o jogo.
A ciência inexata de versos,
de quem já não acredita lá em muitas coisas.
