Ia ser um poema sobre amor. Queria botar os anjos no meio, pois fiquei pensando que eles não tem sexo e daria pra tirar algo disso. Mas não saiu nada bom. Dei de cara no meu mais recente caderninho, não que ele seja novo, mas é o companheiro que carrego.E tem bons fragmentos nele. Então la vai, depois continuo o bate-papo
I
Te apresentei um cara doido que bebe todos os dias e em todos os encontros.
Você recusou, sumiu.
Te dei um amor bonzinho e todas as noites você sonhou com o vilão.
Eu recusei. Sumi.
II
Fugi de nós,
Dos elos. Corri.
Dos mares e desafetos
III
Velocidade para as escadas rolantes
Pausa para as garotas e suas calças justas.
Velocidade aos motoristas que só querem chegar em casa.
Pausa pro aceno descontrolado do pai que só os vê nas sextas a noite.
Velocidade pras coletâneas love songs.
Pausa – Velocidade. Aos minutos que te dedico.
Esses são restos do caderninho mais recente. Vou preparar um post a um outro de uns 4-5anis atrás. Esse com direito a fotos e tudo… Só eu acha-lo no esconderijo da mudança de casa.
No geral escrevo tudo no computador mesmo, como bom filho do meu tempo. Mas um monte de coisa entra no caderninho quando se esta longe do computador. Baita ferramenta essa. Papel e caneta.

