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Coletivo

Coletivo Zero Quatro

18/12/2009 Coletivo - Colunas

Dia em dia — Noite em Noite
Via cada minuto solto
Estourar minha carne com um açoite

E era tão clara a dor
Via o céu borrar
Um desejo se abria em flor
Tinha medo de partir
Não tinha motivos pra ficar

Mas quem diga que venci os lençóis.
Faz tempo, Amor, que dexei de guerrear.
E fiquei até o fim,
só pra poder ver o final.

E entre minhas armas falhas,
meu corpo seco e arruinado,
entrelacei meus braços aos seus.
meu corpo quente ao teu.

E fiquei, derrotado pelo clima quente,
entregue nessa cama e quarto escuro.
Com a culpa corroendo.
Incomodado pelo silêncio.
[ eu devia ir pra casa ]

Não que eu tenha nojo do lençol manchado,
nem da sua maquiagem borrada,
mas sabe, Amor, eu não tenho motivos pra ficar.

Eu miro o olhar no teto e desisto.
Lá fora continua me assustando
e encarar nossas faces pecadoras
me espanta.

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Coletivo Zero 3 – 1.111

20/10/2009 Coletivo

1.111 pessoas vão morrer, mais um dia na vida, que a gente vai viver
1.111 pessoas vão sorrir, com mais um show da globo a me fazer dormir
1.111 pessoas vão chorar, com o final de uma novela que ninguém gostava
1.111 pessoas vão sofrer, como a grande maioria que sofre todo dia

1.111 pessoas talvez morram num atentado terrorista em que ninguém sabe ao certo onde entra tanto ódio [essa eu lembrei do 11 de setembro]
1.111 pessoas vão amar em pequenos quartos semi-iluminados e trocar segredos mudos ao pé do ouvido
1.111 pessoas vão perder, nem que seja um dia na vida, toda a sua fortuna só para sentir a brutalidade de ser pobre

1.111 pessoas vão carecer, de sentir todas as veias infladas e o corpo quente.
1.111 pessoas vão beber, mas beber muito, para deixar na testa a marca da sarjeta.
1.111 pessoas vão correr, mesmo que não se saiba o destino, porque? porque a vida passa rápido.

1.111 pessoas vão levantar uma bandeira, nem que seja para dizer que fazem parte de um grupo e tem suas ideologias.
1.111 pessoas vão se sentir sozinhas, mesmo sem saber que existe 1.110 pessoas como ela

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Coletivo Zero Dois

22/08/2009 Coletivo - Colunas

E eles pegam seu dinheiro irmão
Ok. Pode chamar de “Aluguel de Deus”
Gritam seu cântico com paixão
Te vendem um amor que já é seu…

É só mais festa,
porém menos pão.
Mais controle, uma ilusão milenar

Que não vai mudar a cada nascer de dia.
E ele desmaia antes da aurora chegar
Um tempo de mágoa a tempestade atesta
Não sabe se descansará o sono do justo…

Mas estará ali, junto no primeiro badalar.

A rotina, os vícios,
todas as maldades permitidas.

Singrando neste mar de iniquidades
Onde demônios teriam medo de andar
Sorri sorrisos disfarçados,
Deseja sangue pra derramar

E numa tentativa de vingança,
se renderá aos seus pensamentos perversos.
Aos que são proibidos pela convenção.

E correrá a noite toda
Atrás de algo que te refrigera a ação
Covarde, ele esconde o que quer
Corre pra casa Dele, em busa de perdão

A carne exala todos os instintos.
Bote a roupa e disfarce.
Só cante um canto mais sorridente.

Essas migalhas de lágrimas pelo chão
Com gravatas e camisas suadas a gritar
Seguram com força o Livro na mão…

Grite por vitória,
mas não esqueça de “ajudar”.
Quem luta com você.

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Recordar é viver

24/03/2011 Colunas - Gritos do Nada

Amor

O amor é como um balsamo que te cega É algo que de tão bom é quase ruim e te quebra É como um monstro doce que te agarra e te pega Uma mentira que se conta sorrindo, achando que há verdade nela É algo que nos completa, tirando tudo que temos E pensamos saber, […]

05/02/2009 Colunas - Sonhos Viciados

O Eterno Retorno

Eu continuo sem fazer a barba,Escolhi hoje uma calça surrada. O chefe diz que é melhor eu me endireitar.Que se foi a produtividade. Eu nem ligo, nem sei, não tô pra ser ouvidos.Lá fora chove, como todos dias vem chovendo. Eu penso nos olhares que dão lição ao vento,eu penso na minha dor nos braços. […]

17/08/2011 Sonhos Viciados

Boêmia

Boêmia. Crack absoluto. Uma, duas e você ta viciado. Na terceira é o banheiro. Na quarta você ta em xeque. Dorian Gray amorfo. Um retrato. E você quer ser jovem para sempre Curtiba 24/07/2011

31/01/2015 Gritos do Nada
O amor é só perdão, mas cheio de raiva e briga

Injustiça é paciência?

19/05/2009 Colunas - Gritos do Nada

Vento e Chuva

Eu sinto ele leve no meu rostoMe empurrando e desafiando…Só queria que me levasse,nem perguntaria pra onde ir… Me perderia em seus sopros sem pensarEmpurraria as nuvens só pra verA chuva manchar o cinza dos prédios…Molhar as roupas dos loucos na calçada Seria bom ter liberdade só pra serIndependente de não saber o que…Seria delírio […]

11/07/2012 Gritos do Nada

Garoando

O sol não vence a força da nuvem A luminosidade parca confunde… As pessoas fecham as blusas, apertam o passo O sol perdeu por hoje, derrama-se a nuvem E a garoa molha os vidros dos carros O asfalto brilha, molhado, com as luzes dos postes Ainda é cedo, o relógio digital na praça marca 17:00 […]