Amor

24/03/2011 Colunas - Gritos do Nada

O amor é como um balsamo que te cega
É algo que de tão bom é quase ruim e te quebra
É como um monstro doce que te agarra e te pega
Uma mentira que se conta sorrindo, achando que há verdade nela

É algo que nos completa, tirando tudo que temos
E pensamos saber, o que de fato não sabemos
Idiotas, achamos poder dominá-lo, e não ele a nós
Imaturos, achamos poder seqüestrá-lo, e não ele a nós

Atroz dor que não para e nem dói
Maldita alegria, que de tão boa não vinga
Dorzinha chata e boa na boca do estômago
Cada vez que vejo aquele anjo que caminha

Será verdade aquela dor que desatina?
Será que sei mesmo o que é amar?
Sei sim e posso dizer com certeza meu Senhor
Não há no mundo além de mim, quem mereça mais o meu amor

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: