Notícias populares, duas doses de chacinas, peito e bunda nos intervalos.
Não sai de casa por pura depressão, o filho matou o pai, a mãe, o espirito santo.
As pessoas se esforçam, dois sorrisos, esforço inutil, elas não são legais.
Bateram no ladrão até ele sangrar.
O agressor teve medo, medo do sangue. Doenças contagiosas.
Nunca foi seguro, bala perdida ou punhal, sempre é culpa de alguma fatalidade.
“São demônios os que destroem o poder bravio da humanidade”
As igrejas também disseminam o ódio e a indiferença, os televisores nunca calam.
Eu não sai de casa por pura depressão, eu mataria meus inimigos.
Enchi a cara de cerveja barata, botei todas as balas no tambor falido do meu revolver.
Roubaram um garoto na madrugada, sua única reação foi gritar por socorro.
Agressão assistida, o ladrão só voltou pra sepultar a hombridade e orgulho do pobre rapaz.
Socos na cara pro coitado perder o celular e o rumo de casa.
“da lama ao caos, do caos a lama, um roubado homem nunca se engana”
Cruz e espada abrindo fronteiras, esfacelando tripas. O espelho do mundo não será o reflexo da minha conduta. [será?]
Ainda temos sonhos, seremos a resistência, ainda selvagens, seremos a resistência.
Reflexos cortam a mente e o coração. Notícias populares nos inflam de descrença.
Seres selvagens, nós somos a resistência.

Fantástico!