26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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Gosto de cigarro II

24/04/2011 Colunas - Gritos do Nada

Gosto de cigarro
Cheiro de cigarro
Nas roupas, no cabelo
Nas mãos, nos dedos

Cigarro que na mão aos poucos queima
E é sugado com a vontade que nós sugamos a noite
E como nós se desfaz pelas bocas

Fascina-me a fumaça,
que dança e some, livre no ar
No fim é um demônio!
Que entrega prazer e,
como troco, lhe rouba uns dias

E lhe dá sorriso, motivos pra conversar
Nessa calçada lotada, na frente do bar

Mas quem se importa?
Gosto do cigarro
Do cheiro do cigarro
Do asco das pessoas
Dos olhares de reprovação
Eu quero mesmo é uma enfisema!

Por isso, essa noite,
eu lhe chamo pra sair
Para que dance livre no ar
E me dê mais motivos pra sorrir

Você, a fumaça e o prazer
Sem saber onde vamos parar
Esperando qualquer coisa acontecer

Só quero que se desfaça em minha boca
Mesmo que me deixe negro por dentro
Deixe seu cheiro incrustado em minha roupa

Até chegar no filtro,
Me jogue no chão!
Mas pise em mim…
ainda estarei acesso!

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Eu queria jogar fora seu sorriso

Brilha, brilha o fogo que me queima
Castiga! A azia e a dor que desnorteia
Mentira… o fogo e a vida descem a ladeira

Saudades, do calor da flor que me odeia
Na verdade não há mais nada que me incendeia
A não ser o fogo que me toca o fogo que me beija

Desperdício, me desperdiço, me quebro
Sou pouco, sou cinza… um calor que se esvai

Queria torrar meus pensamentos amorosos
No calor que deixou acesso no meu peito
Eu queria jogar fora seu sorriso

Quero… desejo
Eu não posso!

Ouço o barulho vago do gás
Respirar…
Respirar…
Falecer!

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A noite que leva

19/04/2011 Coletivo

Com pompa e satisfação
A noite vem e anuncia:
É proxima a hora que os dêmonios chegarão.

A noite dilacera
e o câncer toma meus dedos,
os pulsos, caem os cabelos.

Já não sou eu no espelho…
Não, já não sou.
Segurando o braço da noite.

Que arrasta esse moribundo,
com as unhas de descuido
e a pele suja que essa morte me deixou.

E não tinha anjos pra salvar
E acho que nem queria ser salvo
De nada me valeria um ser sem sexo

Meio inocente pagando pecado alheio,
meio idiota levado na maré.
Será que tem culpa quem não sabe o que quer?

Ela diz que foi erro,
desespero.
Ela diz tanta coisa…

E logo ela que criticava a vaidade de outra.
Se enrolou tanto…
Que não importa mesmo o que diabos ela falou.

Fiquei triste, junto aos meus dêmonios,
por ver ela ir, com seus erros,
palavras e sua inútil vaidade.

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Recordar é viver

05/03/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Conjunto de Mandelbrot

Desconheço os métodos, as soluções e os números complexos. Dediquei horas, noites e anos de estudo. Ainda assim, desconheço os métodos e os números complexos. Constatei o vício dos dias espelhados. Estudo empírico, democrático. Calendários, relógios. Não existe fuga em segunda-feira. Qualquer um entende. Fato comprovado. Lente de aumento, ponto de ganho, cópia da cópia. […]

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09/05/2012 Gritos do Nada

Tela Azul

Quem você pensa que é? Com a verdade na mão Vomitando uma bobagem qualquer Como se importasse sua opinião! Mas quem mesmo você pensa que é? Abraçado ao que sempre achou! Que não sabe exatamente o que quer Fingindo uma vida que nunca levou Queria poder ter pena de ti! Mas seus preconceitos não me […]

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29/06/2012 Colunas - Zumbido Fugaz

Um fantasma

Eu mergulho nesse mar salgado e deixo-me afundar, afundar… Outra chamada, a sua voz distante eu sei que dessa vez não é o sinal dessa vez não é problema do celular. Doce e cruel o baque me assusta eu tento enganar minha razão verifico outra vez a conexão o fone está conectado, o sinal ótimo. […]

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29/04/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Arco e flecha aos querubins

você queria um bilheteE eu atrás de um alívio.Você queria atençãoE eu estar bem longe. […]

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18/06/2017 Gritos do Nada

Nadja de Breton

Inocência desinibida De quem vive a vida De desenhar cada passo De rir de cada descompasso Das ruas estreitas e boulevares Dos amores desfeitos aos pares […]

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19/05/2009 Colunas - Gritos do Nada

Vento e Chuva

Eu sinto ele leve no meu rostoMe empurrando e desafiando…Só queria que me levasse,nem perguntaria pra onde ir… Me perderia em seus sopros sem pensarEmpurraria as nuvens só pra verA chuva manchar o cinza dos prédios…Molhar as roupas dos loucos na calçada Seria bom ter liberdade só pra serIndependente de não saber o que…Seria delírio […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: