26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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Manicômios sem portas

30/08/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Vavá do transporte esta em todos os lugares.
Haddad observa o horizonte na luz solar que diz:
entre nós as ruínas, mas tudo bem.

Só decore as siglas e acredite.
Aceite os trens apitando, as escolas abandonadas e manicômios sem portas.

As crianças escondem os lanches,
meus amigos bebem até onde podem,
escondo troco e sonego impostos em nome da lei.

Olho o horizonte sem luz photoshopada,
e só encontro os prédios desfigurados pelo tempo,
gente carcomida e descrença.

Aceite mimetizar todos nossos antepassados
em nome desse progresso invisível

Voltar pro quarto todo anoitecer,
molhar nossos sexos e esquecer.

Não vai ficar tudo bem.

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Uma Poliana da noite…

29/08/2012 Gritos do Nada

Ela pediu outro café, mas precisou falar novamente com o atendente do balcão que dividia sua atenção entre seu decote e os gols da última rodada na TV…

Deu as últimas mordidas no pão na chapa (como é bom pão na chapa né?) e dê um gole só terminou o café puro que o atendente, enfim, colocou no seu copo americano.

Era enorme, devia ter 1,85cm, talvez mais. Poucos se aproximavam pra ter certeza, seu nome era um mistério guardado a xingamentos e navalhas, deixa-se chamar por Poliana.

Poliana sem sentindo algum, pra falar a verdade nem faz ideia das conotações literárias do nome que escolheu, e numa rápida conversa se percebe que Poliana, nada tem de Poliana.

É um desses seres noturnos, notívagos, que assustam e estranham as pessoas acostumadas com a claridade da manhã, mas Poliana nunca termina sua noite quando a noite termina.
De 19hs as 05hs da manhã não parece ser tempo suficiente para cansar Poliana, a noite precisa fazer mais que isso, e de manhã lá está ela, no bar/padaria/lanchonete/restaurante onde começou a noite com as primeiras doses de bombeirinho (bebida forte e doce).

Poliana não liga para os olhares de curiosa reprovação, tem gente que ri, gente que muda de lugar, Poliana acostumou-se a não passar despercebida, e sua figura, roupas noturnas e maquiagem fortíssima, não tem como não causar algum espanto.

Os atendentes já se acostumaram com o seu fingido mau-humor, suas investidas e xingamentos. Mesmos rapazes que quando ela está de frente miram o decote, quando se vira, é para as calças apertadas, shorts curtíssimos ou vestidos sumários que os rapazes olham…
Quando um percebe que outro está olhando se provocam, riem, e Poliana ri também, nasceu para chamar a atenção e é quase que só assim que ela fica feliz.

É uma dama da noite, vende seus preciosos minutos e “dotes” pelas avenidas escuras de uma cidade industrial qualquer… Tenta ser diferente das outras, que lotam as calçadas dessa avenida, mas, para quem não tem o olho treinado, são todas iguais: sorrisos convidativos, poses sensuais, roupas minúsculas, e, ao que parece, uma incapacidade de sentir frio, ou de se fragilizar com sua condição… A rua é prisão pra elas, que entram em carros que podem trazer R$ 30,00 ou espancamentos e morte.

Poliana apanhou uma vez apenas, uma esposa traída que tinha contratado um detetive, (se deixou apanhar diante da fragilidade da pobre mulher), mas conhece histórias de amigas que apanharam de grupos, de gente que joga coisas, transfigura rostos das amigas…

Ela conta todas suas histórias sem problemas, nada parece dar vergonha a Poliana, conta, com riqueza de detalhes, dos clientes da última noite, dos estupros e abusos que sofreu do pai e dos tios e consegue sorrir ao final de cada história… Poliana só não revela seu nome, mas tem gente que jura que é Gesair.

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Das bocas

25/08/2012 Gritos do Nada

Procurei em todas as bocas todos os beijos
Fui feliz e sou agradecido por poder experimentar

E de cada lábio, muito mais que o gosto
Senti as almas das moças, e seu desejo de voar

Perdi-me em olhares e rubrores,
E entrei para vossas listas de amores

Elas sonhavam e eu sonhava com elas
Todas as noites foram das minhas mulheres
As reais e as imaginárias…

O mundo mudou, me dizem os amigos…
Mudei com o mundo também…

Dizem-me, aterrorizados, que elas não sonham mais
Eu também não sonho mais, vivo um sonho real

Cada moça daquela deve ter encontrado seu motivo
E se lembrarem de mim, quem sabe, podem até sorrir

Eu, pobre de mim, encontrei uma boca com todos os gostos
E sou cativo voluntário, do meu amor sem fim.

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Recordar é viver

11/08/2011 Resenhas de Livros

Resenhas de livros

Críticas literárias são um saco, a afirmação pode ser muito superficial, mas vá lá. Ao menos começar assim é algum norte, nossa missão é fugir de críticas chatas de gente especializada ou pra quem usa a estante pra erguer o ego. [quote_right]Eu não compro livros pela capa[/quote_right]Estamos iniciando uma nova empreitada no site que é […]

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13/06/2012 Gritos do Nada

A saudade é doce?

Não eu não lembrei de você Simplesmente não parei de pensar… Em nós, nos beijos… em te ver Não eu não dormi pra sonhar contigo Nos melhores sonhos com você estou acordado Por isso, ficar sem você é mais que um castigo Não, é mais que sentir falta ou saudade! Ou chama saudade sentir falta […]

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22/04/2011 Gritos do Nada
Olhos e pele branca... branca flor que sorri

Olhos e pele branca

28/05/2026 Sonhos Viciados

Tormenta perfeita

Fazendo dessas ruínas moradia, sonho com festas & dança, sonho com vento na cabana. Tambores ardem nos cantos mais esquecidos do meu corpo. Enquanto uma criança entrega o sono nos meus braços de arame e pernas de fantasia. Ainda escuto esse oceano infinito [que abre & fecha suas portas] & o sussurro dos montes onde […]

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07/04/2014 Gritos do Nada

Os versos que não escrevi (I)

Todas as vitórias que um dia não tive As sofridas derrotas que eu nunca vivi Lindos lugares onde não estive Tudo está nos versos que não escrevi […]

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29/06/2011 Colunas - Gritos do Nada

Arrumar palavras…

Ainda tenho coisas a dizer?Olhei hoje para essa tela branca…E me perguntei, sinceramente:O que ainda falta falar? Passei e sei que ainda vou passarMuito tempo escrevendo e a escreverA minha grande dúvida agora é?O que porra ainda tenho a dizer? Ah… e tem essas estrofes estranhas que me permito fazerSei que as vezes parece que […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: