18/08/2016 Zumbido Fugaz

O passado trás presente

O seu nome ecoa na minha mente Como o sino que insiste Em avisar sobre a missa das 18h O seu corpo comprime meus anseios Mas trás a tona os mesmos medos dos 16 anos Quando eu te vejo chegar um carro bate E eu não sei mais dizer se ainda são 14 cores que […]

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03/02/2014 Sonhos Viciados

Piazzas I

Hélio Oiticica beija minha mão esquerda enquanto eu tento esconder opiáceos dos guardas e malandros dessa rua antiga e sem dono. Me escondo nos paralelos invisíveis da tua língua morta sem tradutores e dicionários. […]

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26/09/2015 Gritos do Nada

Vidraça

Não serei mais vidraça pro seu grito de guerra Nem admitirei ser fraco ou omisso Aqui quem fala é que nunca espera É quem fez de verdade da luta compromisso. Não aceito seu preconceito descabido Sua neura e sua falta de argumento Me deixe então com meu livre arbítrio! Já que não me é possível […]

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Manicômios sem portas

30/08/2012 Colunas - Sonhos Viciados

Vavá do transporte esta em todos os lugares.
Haddad observa o horizonte na luz solar que diz:
entre nós as ruínas, mas tudo bem.

Só decore as siglas e acredite.
Aceite os trens apitando, as escolas abandonadas e manicômios sem portas.

As crianças escondem os lanches,
meus amigos bebem até onde podem,
escondo troco e sonego impostos em nome da lei.

Olho o horizonte sem luz photoshopada,
e só encontro os prédios desfigurados pelo tempo,
gente carcomida e descrença.

Aceite mimetizar todos nossos antepassados
em nome desse progresso invisível

Voltar pro quarto todo anoitecer,
molhar nossos sexos e esquecer.

Não vai ficar tudo bem.

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Uma Poliana da noite…

29/08/2012 Gritos do Nada

Ela pediu outro café, mas precisou falar novamente com o atendente do balcão que dividia sua atenção entre seu decote e os gols da última rodada na TV…

Deu as últimas mordidas no pão na chapa (como é bom pão na chapa né?) e dê um gole só terminou o café puro que o atendente, enfim, colocou no seu copo americano.

Era enorme, devia ter 1,85cm, talvez mais. Poucos se aproximavam pra ter certeza, seu nome era um mistério guardado a xingamentos e navalhas, deixa-se chamar por Poliana.

Poliana sem sentindo algum, pra falar a verdade nem faz ideia das conotações literárias do nome que escolheu, e numa rápida conversa se percebe que Poliana, nada tem de Poliana.

É um desses seres noturnos, notívagos, que assustam e estranham as pessoas acostumadas com a claridade da manhã, mas Poliana nunca termina sua noite quando a noite termina.
De 19hs as 05hs da manhã não parece ser tempo suficiente para cansar Poliana, a noite precisa fazer mais que isso, e de manhã lá está ela, no bar/padaria/lanchonete/restaurante onde começou a noite com as primeiras doses de bombeirinho (bebida forte e doce).

Poliana não liga para os olhares de curiosa reprovação, tem gente que ri, gente que muda de lugar, Poliana acostumou-se a não passar despercebida, e sua figura, roupas noturnas e maquiagem fortíssima, não tem como não causar algum espanto.

Os atendentes já se acostumaram com o seu fingido mau-humor, suas investidas e xingamentos. Mesmos rapazes que quando ela está de frente miram o decote, quando se vira, é para as calças apertadas, shorts curtíssimos ou vestidos sumários que os rapazes olham…
Quando um percebe que outro está olhando se provocam, riem, e Poliana ri também, nasceu para chamar a atenção e é quase que só assim que ela fica feliz.

É uma dama da noite, vende seus preciosos minutos e “dotes” pelas avenidas escuras de uma cidade industrial qualquer… Tenta ser diferente das outras, que lotam as calçadas dessa avenida, mas, para quem não tem o olho treinado, são todas iguais: sorrisos convidativos, poses sensuais, roupas minúsculas, e, ao que parece, uma incapacidade de sentir frio, ou de se fragilizar com sua condição… A rua é prisão pra elas, que entram em carros que podem trazer R$ 30,00 ou espancamentos e morte.

Poliana apanhou uma vez apenas, uma esposa traída que tinha contratado um detetive, (se deixou apanhar diante da fragilidade da pobre mulher), mas conhece histórias de amigas que apanharam de grupos, de gente que joga coisas, transfigura rostos das amigas…

Ela conta todas suas histórias sem problemas, nada parece dar vergonha a Poliana, conta, com riqueza de detalhes, dos clientes da última noite, dos estupros e abusos que sofreu do pai e dos tios e consegue sorrir ao final de cada história… Poliana só não revela seu nome, mas tem gente que jura que é Gesair.

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Das bocas

25/08/2012 Gritos do Nada

Procurei em todas as bocas todos os beijos
Fui feliz e sou agradecido por poder experimentar

E de cada lábio, muito mais que o gosto
Senti as almas das moças, e seu desejo de voar

Perdi-me em olhares e rubrores,
E entrei para vossas listas de amores

Elas sonhavam e eu sonhava com elas
Todas as noites foram das minhas mulheres
As reais e as imaginárias…

O mundo mudou, me dizem os amigos…
Mudei com o mundo também…

Dizem-me, aterrorizados, que elas não sonham mais
Eu também não sonho mais, vivo um sonho real

Cada moça daquela deve ter encontrado seu motivo
E se lembrarem de mim, quem sabe, podem até sorrir

Eu, pobre de mim, encontrei uma boca com todos os gostos
E sou cativo voluntário, do meu amor sem fim.

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Recordar é viver

30/11/2012 Sonhos Viciados

Fala, eu te escuto/Inquieto visionário

14/08/2012 Zumbido Fugaz

Mensagem não lida

07/03/2013 Sonhos Viciados

Violência e Liberdade de mãos dadas

A única liberdade que sentiu. De sair e ser encontrado. De beijar e ser correspondido. […]

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01/07/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Discos velhos, amor perdido. A gente escolhe o que quer ser

Escolhi um dos discos velhos que estão na estante, Empoeirada – sempre.Barulhento – as vezes. Botei pra tocar e esse era bem barulhento, juvenil. O Kiss da minha geração. Não era fuga nem nada, foi só pra deixar claro que já tô sacando essa da vida. Ainda não fui convencido a entrar no jogo e […]

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15/03/2014 Gritos do Nada

Dá medo

Ela sorria e não sorriu mais Mudou a cara, o jeito a forma Mas ainda é ela e eu a amo. E dá medo… […]

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31/07/2011 Colunas - Sonhos Viciados

Sepulcro Domingo…

Domingo é um dia pra se morrer.Com suor de sábado profano,com as imagens da sutileza de moças dançando. O Sol manhoso aquece os velhos que lavam as garagens,os olhos que lacrimejam e distorcem as cenas [que eu mesmo não quero ver] Os cadarços soltos indicam o caminho,a modarça não esconde a voz judiada pela cerveja. […]

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Artista



Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: