Ela o puxou pra bem perto, e virou o rosto, rindo, quando ele tentou beijar
Ele beijou sua orelha e pescoço, sentou no sofá com ela em seu colo
Ele levantou a camisa e puxou ela para seu corpo
Ela correu as mãos por suas costas e beijou seu rosto
Ela desfez os nós do sutiã que ele não conseguia abrir
Ele beijou seu rosto e sorriu um sorriso que disse: “Te amo”
Ele levantou do sofá e com ela nos braços caminhou para o quarto
Ela sorriu alto enquanto ele a jogava deitada sobre a cama
Ela cruzou e descruzou as pernas, sorriu e mordeu os lábios olhando pra baixo
Ele abriu a calça e deitou bem devagar sobre ela
Eles abraçaram-se como se fosse sempre a primeira vez
Eles se olharam como se nunca tivessem se visto
Eles gemeram e gritaram como se o mundo fosse só deles
E naquela cama, naquela hora, de fato não importava mais nada
Deitaram-se lado a lado, entre-olhando-se e sorrindo
Não sabiam e não sabem pra onde vão…
Suas cabeças estão cheias das mesmas promessas
Mas suas vontades estão voltadas pra cumprir cada uma delas
Seus olhares estão presos
Nos seus rebolados, nos ombros… nos olhos.
Perderam-se e acharam-se
E nem sequer saíram da cama
O amor os levou pra onde não há lógico…
Onde mordem-se e arranham-se de propósito
Suas vontades deixaram a cama bagunçada
E seu amor deixou em confusão até o passado
Pois como podem viver seu primeiro amor
Depois de acharem que já passaram por vários?
