Eu e meu amigo comendo uma bíblia com páginas douradas para cagar ódio e segregação.
Sentados no telhado de um puteiro sem festa, com moças de família e diplomados com os cus cheios de pó.
Todos os belos moços de futuro incerto cozinhando bombas para aniquilar sonhos vermelhos. Já não existe mentira alguma que conforte nossos corações.
Verdades absolutas e carro do ano e apartamentos com belas varandas e templos e todo e qualquer símbolo que crie novos mapas, que faça novas trincheiras. Estão decretados nossos inimigos.
Eu e meu amigo e os belos moços seremos um silencioso bater de asas de uma borboleta. Um irritante inseto que tira o sono dos seres que criam novos mapas e trincheiras.
Também seremos ódio, mas nunca seremos segregação.
