As ideias se perdem entre uma tarefa e outra
Um telefone que toca, um e-mail que chega
A criatividade adoece no horário apertado
No coletivo lotado, no dia-a-dia perdido
O amor esmorece nos beijinhos estalados
No “eu te amo” automático, no virar pro lado e dormir
A juventude se consome nas contas a pagar
No trabalho que é chato, no medo do porvir
E não só de rugas e calvície se faz a velhice
Uma construção sem graça, que se faz com mesmices…
