Ela diz que está esquecendo… que superou
Fácil perceber que fingir não é seu forte
Descobrimos bem rápido a verdade
Dentre as lágrimas que escorrem

Ela pede pra sair, quer se encontrar ou se perder
Mas em qualquer balada procura onde se sentar
Do escuro da pista o som vem e faz doer
E nos rostos bêbados caça um rosto que não vai achar
Ela volta pra casa, pra cama, pro seu viver
Mecanicamente espera o trem, o ônibus… a dor passar
Finge concordar, mas não quer ouvir ninguém
Na solidão do seu dia acha motivos pra chorar
Sua beleza e cumplicidade são vistos melhor quando ela sorri
E sorri um sorriso que é largo, farto, sincero (às vezes infantil), mas lindo
Tem vezes que chegamos a esquecer que ela já perdeu algo que queria
Mas ela está de pé! Já que é das raras mulheres que conseguem chorar sorrindo.
