O Caminho é o SER

09/07/2009 Colunas - Gritos do Nada

Tenho um monte de guizos, tenho uma argola de ouro
Não tenho vergonha dos teus rebolados, não vejo mais dor
Não quero o mundo ao meu lado hoje, não quero ninguém a me olhar
Não serei uma boa companhia, justamente porque não quero ser

Vi novamente no muro: “O melhor caminho é o SER”
Letras que vão e vem no caminho do busão, letras do passado
E ainda não as tenho totalmente, ainda não posso deixar de ver
Que não tenho nada pra deixar, que não medo de morrer

Eu, que só queria um caminho, ou mesmo um atalho pra passar
Vejo-me solto no ar… um papel dançando ao vento, sem lugar pra parar

Fico cansado, fico puto, não faço piadas e nem tenho vontade de sorrir
Rabugento, me grita meu cérebro, enquanto dou outra resposta atravessada
Mas quer saber, se ficar velho é ruim pra mim com os cabelos a cair
Sou rabugento pra mostrar que minha velhice ainda pode te alcançar

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Acervo público Metropolitan Museum of Arts, créditos: