Me borrou de luz a janela…
E agora já me vejo no espelho do teto…
O sexo a pouco terminado
Me mantém ainda ofegante, cansado.
Que bom seria se pudesse sumir,
Quem sabe abrir a janela, me jogar?
Te olho voltando do banheiro a sorrir
Essa violência já não posso aguentar
E que dias eram esses? Me pergunto…
Um tempo que não vale mais contar
De ódios resguardados em gozos
De muitas coisas que não pude falar…
Será que confio a esta página a vergonha que me tomou?
De tantas coisas, como essa, que fiz por burrice…
E nem me importava se mais um coração fiz cair,
Já que o meu a muito nada me falava…
Tanta coisa em tão pouco tempo, tantas camas, tanto prazer…
Só não tinha paz em nenhum momento, via aqueles olhos a me ofender!
Lógico que passou, e já foi tarde,
Mas cada novo erro os olhos vem me cobrar.
Por que não me esquivo desses olhos? ah amigos…
Sem eles nada poderia me parar…