Viajamos nessas ruas escuras com nossas doses metade ópio, metade culpa.
Eu e meus dois amigos barbados sem sonhos e moléculas de frustração.
Desvendando sarjetas, contabilizando moedas: Garçom 3 doses de tônica com gim, por favor!
Vencendo as mulheres e seus perigos para morrer em suas pernas e aguardar o dia terceiro, no coma do cotidiano, para renascer. Sem santidade, pai e espirito santo.
Eu e meus dois amigos, de soco na cara, gelo seco e cerveja em segunda-feira. Os três mosqueteiros esvaindo em inveja.
O dia terceiro chegou, não sai do coma, meus amigos não me esperaram. Eu não esperaria.
