Todos os lugares estão fechados, todos os cantos com portas, trincas e trancas.
Toda rua que dobra, toda mente que erra.
Um eterno feriado na alma, com ruas desertas, ninguém no comércio, portas fechadas.
O asfalto molenga queima e suja minhas botas, no meu feriado sem alma, ruas mudas e paredes sem janelas.
Não disse que amo e todas as vezes que faltou dizer: desisto!
Minhas palavras na jaula, pra que cadeados na ponte do amor?
Deve ser pra celebrar os amores não ditos, feriados sem alma e toda vez que desistimos, mesmo sem dizer uma só palavra.
Todos os lugares estão fechados, todos os cantos com portas, trincas e trancas.
Toda rua que dobra, toda mente que erra.
Um eterno feriado na alma, com ruas desertas
pra que cadeados na ponte do amor?
