As ruas estão tomadas.
[meu armário aprisiona meus escritores preferidos.]
Deixei meus sonhos esvaecerem.
[em contas atrasadas, carnes da Renner e um sem fim de jornais opinativos que nunca formam opinião alguma.]
Hoje as ruas estão tomadas e eu tomei duas doses de esperança.
[troquei a comida quentinha e um sonoro boa noite do Bonner.]
Tirei da gaveta meus autores mais furiosos.
[e agora levo pro bar Malatesta, Stirner e Thoreau, talvez comigo, talvez na cadeira ao lado.]
Levantei uma bandeira negra no meu coração.
[Não é luto! Hoje voltei a ter sonhos radicais de pureza infantil.]
As ruas estão tomadas.
[não importa onde você esteja, só não deixe vazio seu coração.]