Tenho uma doce lembrança do seu suor no fim da noite.
Sua fragrância de vodca e alguma flor sem espinhos.
Seus perigos, seus segredos, seus muros com arames farpados.
Um acorde, só mais um,
tua roupa deliciosamente escolhida da sinais de derrota,
seu ultimo shot de tequila, seu batom meio borrado.
Me equilibro nessa música que diz tanto sobre nós dois,
mergulho nos teus muros vigiados, nos seus fios mais revoltados.
Só restou os desavisados,
ficarei eternamente preso no segundo que antecede o primeiro raio de luz da manhã.
Ficarei na eterna lembrança de você,
do seu batom borrado, vou te esperar ir embora.
Vou violar suas cercas afiadas e me contaminar com a doce lembrança do seu suor de fim de noite.