Cada dia II

22/04/2014 Gritos do Nada

Chego em casa quase sempre quase morto
E renasço no seu olhar que me pega na porta

Sentada no sofá fecha os olhos e estica o corpo
E antes de beijá-la admiro seus lábios e pescoço

Todo dia é tudo sempre tão diferentemente igual
Não pode ser rotina aquilo que me admira todo dia

Dividimos as frustações e alegrias do nosso dia
O sofá vira nosso transporte pra longe de tudo

O tempo voa, os olhos pesam e deitamos na cama
Abraçado as suas costas sinto seu sono chegar…

Assisto ela dormindo profundo ao meu lado
E acordado parece que sou eu que sonho

Alguém que se perde facilmente entre cerveja, noites, amores, sexo, shows, músicas, letras, palavras, motos, asfalto, montanhas, amigos e nunca acha que é muito o muito pouco que viveu!

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Artista



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